Mais uma aventura

Por norma, a aventura começa a desenhar-se a partir do momento em que surge a perspectiva de algum tempo livre aproveitando o que se vai ouvindo aqui e acolá, ou do que se lê algures sobre este ou aquele sítio. Desta feita, depois da magnífica “pista” até ao Sumbe (Kwanza-Sul) e da sua espantosa “marginal” (marginal?! uma coisa com 100 metros?) e praias (cof!cof!), fomos hoje – feriado por estas bandas – à barra do Dande. A barra em si não deixa de ser gira. Mas terrivelmente interessante foi o episódio por que passámos.

As informações prestadas por quem já tinha ido ao local eram boas. Seguimos todos os seus passos. A ponte, a dias de ficar concluída, não está ainda acessível ao tráfego rodoviário pelo que deixámos o carro perto da margem e apanhámos boleia para a outra margem, a menos de 25 metros de distância (não fossem os crocodilos e as cobras, até tinha nadado). Demos alguma coisa aos putos. Já na outra margem, perguntámos onde é que estava o tractor para o complexo (que palonços!). Uns diziam que hoje não havia tractor, outros diziam que tinha avariado, etc e tal. Cada qual com a sua versão. Com tanta confusão, optámos por apanhar um taxi que estava ali mesmo. O mau aspecto quer do taxi quer do taxista afastaria gente menos bem “preparada”, como nós claro!, para a viagem. Bati à janela do taxista e perguntei-lhe se nos levava ao complexo e quanto é que era a corrida. Atirou logo com 1.000 Kwanzas para, perante a nossa incredulidade e espanto, reduzir de imediato para 500 Kwanzas. Abalámos e uns 50 metros adiante já estávamos na estrada nova para o taxista parar passados uns 400 metros, junto à entrada do complexo! 400 metros!!! E, afinal, não é que o raio do complexo estava fechado por ser feriado?! Lá tivemos o bom senso de não deixar ir o taxista com o qual regressámos para junto da margem, tudo isto por apenas 500 Kwanzas, uma pechincha! Desligado o carro da mesma forma como o ligara, com uma chave de fendas na ignição, pagámos e procurámos forma de passar para a outra margem. Olhámos para a ponte, com uns 50 metros de extensão – vá 100 metros – e começámos a ver gente a passar a pé. Bom, o que fizemos de barco podíamos ter feito a pé… E assim regressámos à outra margem, a pé! :S

Mas como a sorte protege os audazes, ainda fomos parar a uma base da polícia no monte junto à barra do rio por nos terem dito que era um excelente restaurante. Felizmente, pelo caminho, tínhamos visto umas lagostas com aspecto suculento a assar na brasa. Aí demandámos as nossas, caprichadas, com uma boa duma mandioca, feijão com óleo de palma e farinha musseque. Nham!

Para a próxima terá mesmo que ser “malembe malembe”.

Miguel

6 Respostas to “Mais uma aventura”

  1. catarina Says:

    E textos compridos e tudo! Ena, ena! Boa sorte aqui pelo wordpress. :)
    Beijinhos!

  2. Jo Ann Says:

    Awé! Amén, vous conseguir postar sem ter que insultar a mãe de ninguém! :D
    Ai, o complexo… É o Paradísios (ou sei lá como eles escrevem), né? Estive lá no meu último fim de semana en Angola. Os donos são amigos… :”) Não compreendo porque tá fechado no feriado (duh!), mas pronto. E se há uma reclamação, é que é melhor não se chegar com fome senão se morre. O serviço é bemmmmmmm lento! :O

    PS: Como conseguiste transferir tudo pró WordPress? Tou “interessated”…

  3. miguel Says:

    Olha olha olha! Que bom a catarina e a Jo Ann :) Catarina, obrigada. És um espectáculo ;)

    É isso Jo, é mesmo o Paradísios… Uma viagem “inesquecível” LOL! A exportação para o WordPress não é nada difícil. Qual é a plataforma do teu?

  4. mariageraldes Says:

    “tínhamos visto umas lagostas com aspecto suculento a assar na brasa. Aí demandámos as nossas, caprichadas, com uma boa duma mandioca, feijão com óleo de palma e farinha musseque”…Ai tão mauzinho q tu és!!! ;)

  5. miguel Says:

    Euuuuuu Maria? LOL! Ainda nos queixámos porque vinham as lagostas mal acompanhadas!…

  6. Jo Ann Says:

    É BlogSpirit…
    Mas bom, começando por miúdos: eu quero pôr um blog no meu site. E sou incapaz de me débrouiller… Ou como dizia o meu professor de filosofia “demerden Sie sich”! :p

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