Archive for Novembro, 2006

[foto] Salão Hélder

14 Novembro 2006

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O mercado dos kwanzas fica algures nos arredores do Cacuaco e à saída do Cazenga (penso que é isso). É uma confusão interminável. O denominador comum em todas as áreas suburbanas é a confusão generalizada. Isso e os motivos patrióticos. As condições, essas, são impressionantes como o Salão Hélder, à pinha à hora que por lá passámos…

[foto] Ave rara

14 Novembro 2006

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Da IVG

14 Novembro 2006

O meu posicionamento é claro, há muitos anos: despenalização da IVG. Pelo fim da hipocrisia, pelo fim do “mercado negro”, pela protecção da vida.

Hoje, a modos que fiquei algo surpreendido com a declaração resultante de representantes da Igreja. Surpreendido porque, na realidade, o que de lá saiu vai ao encontro do que penso sobre o assunto. Referendo? Tendes toda a razão. Nada de referendos. Legislação já!

Artroscopia

14 Novembro 2006

Parece ser agora o destino mais certo da lesão, provavelmente na África do Sul. Coisa rápida e com anestesia local para retirar o menisco lesionado. Recapitulando:

1. Lesão às 19:10 após 55 minutos de exercício (alongamentos, aquecimento, corrida, bicicleta, abdominais);

2. Consulta perto das 23:00 com ortopedista e um pré-diagnóstico a apontar para a rotura do menisco. Necessidade de avaliar a evolução da situação na 5ª feira. Entretanto Brufen 400mg 8/8 e Clonix 300mg 8/8 desde a meia-noite de 13 (para 14);

3. (às 19:40) Tensão arterial 117/76, pulsação 69.

[foto] Do monte

14 Novembro 2006

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Continuo a escrever Icolo e Bengo mas, na realidade, a Província chama-se Bengo… Está a revelar-se, aqui mesmo às portas de Luanda, uma das províncias mais bonitas do país. Boas estradas, paisagens deslumbrantes e este infindável número de lagoas as quais permitem não só a pesca como também a irrigação para uma já assinalável quantidade de fazendas e lavras de populares. Lindíssimo e aqui tão perto da confusão de Luanda.

Ídolos

13 Novembro 2006

O meu fez hoje 61. Sabes que sou parco em palavras, sobretudo com as pessoas de quem realmente gosto muito. Um abraço e parabéns, pai.

Rotura do menisco

13 Novembro 2006

Às vezes tenho a sensação que sou um grande artista… Depois de correr que nem um leopardo, pedalar como se estivesse a fugir de algo e após uma boa sessão de abdominais, lembrei-me, epa calhou lembrar-me, lembrei-me mesmo de “e que tal se me pusesse em pé de uma assentada após o último abdominal?”. Dito e feito. Abdominal feito e toca de, com o impulso do tronco, pôr os pés no chão e, pernas flectidas, empurrar-me para cima. Ora, foi precisamente neste instante que algo correu mal. Senti um pequeno estalo (ou algo de parecido) no joelho seguido de dor, de tal modo que já nem me pus em pé. Socorrido prontamente, aconselharam-me a ida a uma clínica para melhor assistência. E lá fui.

Chegado à reputadíssima clínica, sequei uns bons 20 minutos para me informarem que era necessário radiografar o joelho. Quando me disseram para aguardar que a cadeira de rodas estava quase a chegar, levantei-me e fui directamente para o local, que não sou gajo dessas coisas e ali fiquei à espera. Tanto esperei que adormeci. Acordei quando ouvi chamarem por mim e a voz do meu segurança a protestar na recepção. Ligo para um número que tinha no telemóvel, já com três chamadas não atendidas sempre com a mesma origem, e respondem-me da recepção da clínica, aproveitando para me perguntarem onde é que eu estava pois andavam à minha procura (eu estava a 10 metros da recepção, no único corredor em ângulo recto da clínica). Ainda me vieram perguntar se podiam chamar a radiologista. Como estava meio ensonado limitei-me a dizer um “claro, é óbvio!”… Adiante. Radiografias feitas, médico com consulta dada, receita-me dois medicamentos e um par de canadianas. Só tinham um medicamento e par de muletas só amanhã. Amanhã?! Bom, quem me manda a mim ser burro? E não é que tive que subir as escadas do prédio de gatas porque o segurança ainda se ofereceu para me carregar às cavalitas mas só aguentou dois andares? E não é que para além disto tudo, não havia energia na zona e estava tudo às escuras? E a cara dos dois brancos que estavam a descer as escadas e me viram, ao virar de mais um lanço, de gatas com o segurança ao lado?! Um gajo passa por cada uma!…

[foto] Are ya talkin’ to me?

13 Novembro 2006

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[foto] Patuscada

13 Novembro 2006

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Em pleno

13 Novembro 2006

Sem a grande agitação que é habitual ao sábado, e pela data em si, acabámos por ter um fim-de-semana pleno de aventuras. Desde a passagem pelo mercado dos kwanzas, cheio de lama, com passagens impossíveis por entre os vendedores com os tipos (zairenses, disse o segurança) a darem palmadas nos carros e a vociferarem algo, a acelerações no meio das picadas, um tour nos arredores de Luanda, onde ainda há floresta autóctone e paisagens lindíssimas, às churrascadas bem regadas e com muita galhofa até às tantas, as companhias também ajudaram à festa. Nicht war?

[foto] A ilha, na baía de Luanda

12 Novembro 2006

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Ténue

12 Novembro 2006

Incomparavelmente inferior ao que tem sido hábito, o 11 de Novembro deste ano passou-se sem se dar praticamente por ele. Os grandes acontecimentos de hoje reduziram-se à recepção da frota nova de aviões da TAAG, à final da taça de Angola de futebol e a um ou outro evento. Mais valia ter ficado em Cabinda onde recebi ontem um convite, com direito a jantar de gala, para a Miss Cabinda 2006!!! Aquilo estava “cheio”, uhhhh ahhhhh :D

[foto] Em defesa do embondeiro

12 Novembro 2006

Árvore de dimensões e formas invulgares, notei um registo particularmente negativo no blog do José Teixeira, ma-schamba.blogspot.com, há uns meses atrás. Com poucos dias de chuva, deixo aqui retratado o resultado na folhagem da árvore e de como se torna tão verde rapidamente.

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Sinal de alarme

8 Novembro 2006

A ser verdade o envio da mulher (brasileira) e dos 5 filhos do candidato às presidenciais na República Democrática do Congo, aka o país do JoKa, Jean Pierre Bemba, para o exterior este fim-de-semana, antes do anúncio dos resultados oficiais da 2ª volta das eleições presidenciais, a 21 deste mês, é, no mínimo, preocupante. Sobretudo para este lado já que o recenseamento eleitoral para as próximas eleições em Angola começa no dia 15.

Alargamento da marginal

8 Novembro 2006

A foto “Nova era” retrata o primeiro dia de “enchimento” de uma área junto ao limite da marginal actual, devido ao seu alargamento. Esta manhã, quando acordei, era bem visível uma ilha de razoáveis dimensões. Os trabalhos prosseguem a bom ritmo o que significa que, muito provavelmente, terei que procurar uma nova casa já que tornar-se-á insuportável viver nesta zona da cidade devido ao enorme estaleiro que será brevemente instalado…

SD, AcD e SDblog

8 Novembro 2006

Mais uma. Em função do momento e do desgaste do nome. Prefiro mudar agora para SDblog, tipo Castrol GTX, já que é mais apropriado.

[foto] Nova era

8 Novembro 2006

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Já começou

8 Novembro 2006

Teve início hoje a execução do Projecto da Baía de Luanda, o qual terá a duração de 5 anos “prorrogável por igual período” (se é que ouvi bem). Já começou realmente, com a dragagem da baía em frente ao Porto de Luanda. A baía e a marginal, tal como as conhecemos hoje e as conheceram outros, serão dentro de alguns anos uma recordação do passado.

Nos balneários

8 Novembro 2006

Sem grandes delongas e muitas palavras, para que é que um gajo rapa os pelos das nádegas e fica com as pernas cheias deles?…

[foto] Cacto

6 Novembro 2006

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O sombra maior

6 Novembro 2006

Disse-me que por lá andou 14 ou 15 anos, não sabe bem. Tem a minha idade o que, por si só, permitir-me-ia tecer um grande número de considerações, daquelas, etc e tal. Penso nisso diversas vezes, mas não me apetece escrever sobre o assunto. Não é disso que se trata. Ora bem, o sombra maior (o tipo é mesmo grande!) começou por ser “tanquista” mas, não sei como, já não me lembro, acabou por ir parar ao curso de pilotos de helicóptero onde não teve sucesso e foi assim despachado para o curso de comandos onde passou com distinção. Andou por aí, durante anos, no mato. Em missões de reconhecimento, segundo disse. Depois da tropa, foi para a polícia, PIR, polícia anti-terrorismo, polícia anti-motim e sei lá mais o quê. Isto não tem muita piada. Já a forma como ele o descreve é que me dá uma vontade de rir de todo o tamanho. Ao menos isso. Isso e o facto de, apesar de tudo, ser um tipo bem disposto e com humor.

Pilas

6 Novembro 2006

Sempre foi um assunto que nunca me complexou, tirando o dia em que o meu pai se lembrou de ir à praia do Meco, há 30 anos atrás, levando-me com ele. Contudo, desde que regressei ao ginásio, aqui em Luanda, que fico perplexo com a realidade local. É mesmo verdade o que se diz, caramba! Os gajos devem ficar impotentes mais cedo do que nós, só pode! Ou nós é só desvantagens?!

No [ginásio do] Hotel Trópico

6 Novembro 2006

É uma das pequenas coisas que aconselho vivamente a quem por cá anda. Dizer adeus a algumas centenas de dólares por mês mas ter um aumento substancial da qualidade de vida por cá. Compensa. Massacrados literalmente pelo dia-a-dia (sim, massacrados! desenganem-se os que pensam que África é só praia, farra, fim de tarde à beira-mar a beber um copo e cenas paradisíacas hollywoodescas), é fundamental ter um espaço como o Health Club do Hotel Trópico. Para além de ser extremamente limpo, tem garagem (só isto vale uma fortuna em Luanda!) sempre com lugares disponíveis (mesmo em dias de casamento), seguro, aberto 7 dias por semana, 365 dias por ano, das 6 às 21, excepto aos domingos em que apenas abre às 8. Bem equipado, os monitores são um espectáculo de simpatia assim como o pessoal do atendimento. No primeiro andar tem ainda a sauna, banho turco e hidromassagem. Tudo isto incluído, sendo sócio. Ah e o acesso à piscina. Enfim, vale a pena. Mesmo a pena.

[foto] Afinal, fim-de-semana…

4 Novembro 2006

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[foto] Ia a 120 quando o vi

4 Novembro 2006

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[foto] Abandonada

3 Novembro 2006

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Regresso a Angola

3 Novembro 2006

Voltou, após mais de 20 anos de ausência, o meu grande amigo Mapei. Depois da universidade, Lisboa e Moçambique, agora Angola. É sempre um prazer trabalhar contigo pá, sobretudo porque somos amigos há quase 17 anos e trabalhamos bem em conjunto. Sê bem-vindo, à tua terra.

Diálogos surrealistas I

3 Novembro 2006

– Qual é a melhor cerveja de cá?
– A melhor cerveja de cá? Hummmm… Red Bull!
– Red Bull? Não. A cerveja, a melhor cerveja.
– Não, eu prefiro vinho.
– Não é isso. Qual é a melhor cerveja angolana? Cuca, Nocal ou Eka?
– Ah, Nocal é boa.

Miguel

[foto] Na barra do Dande

3 Novembro 2006

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Mais uma aventura

2 Novembro 2006

Por norma, a aventura começa a desenhar-se a partir do momento em que surge a perspectiva de algum tempo livre aproveitando o que se vai ouvindo aqui e acolá, ou do que se lê algures sobre este ou aquele sítio. Desta feita, depois da magnífica “pista” até ao Sumbe (Kwanza-Sul) e da sua espantosa “marginal” (marginal?! uma coisa com 100 metros?) e praias (cof!cof!), fomos hoje – feriado por estas bandas – à barra do Dande. A barra em si não deixa de ser gira. Mas terrivelmente interessante foi o episódio por que passámos.

As informações prestadas por quem já tinha ido ao local eram boas. Seguimos todos os seus passos. A ponte, a dias de ficar concluída, não está ainda acessível ao tráfego rodoviário pelo que deixámos o carro perto da margem e apanhámos boleia para a outra margem, a menos de 25 metros de distância (não fossem os crocodilos e as cobras, até tinha nadado). Demos alguma coisa aos putos. Já na outra margem, perguntámos onde é que estava o tractor para o complexo (que palonços!). Uns diziam que hoje não havia tractor, outros diziam que tinha avariado, etc e tal. Cada qual com a sua versão. Com tanta confusão, optámos por apanhar um taxi que estava ali mesmo. O mau aspecto quer do taxi quer do taxista afastaria gente menos bem “preparada”, como nós claro!, para a viagem. Bati à janela do taxista e perguntei-lhe se nos levava ao complexo e quanto é que era a corrida. Atirou logo com 1.000 Kwanzas para, perante a nossa incredulidade e espanto, reduzir de imediato para 500 Kwanzas. Abalámos e uns 50 metros adiante já estávamos na estrada nova para o taxista parar passados uns 400 metros, junto à entrada do complexo! 400 metros!!! E, afinal, não é que o raio do complexo estava fechado por ser feriado?! Lá tivemos o bom senso de não deixar ir o taxista com o qual regressámos para junto da margem, tudo isto por apenas 500 Kwanzas, uma pechincha! Desligado o carro da mesma forma como o ligara, com uma chave de fendas na ignição, pagámos e procurámos forma de passar para a outra margem. Olhámos para a ponte, com uns 50 metros de extensão – vá 100 metros – e começámos a ver gente a passar a pé. Bom, o que fizemos de barco podíamos ter feito a pé… E assim regressámos à outra margem, a pé! :S

Mas como a sorte protege os audazes, ainda fomos parar a uma base da polícia no monte junto à barra do rio por nos terem dito que era um excelente restaurante. Felizmente, pelo caminho, tínhamos visto umas lagostas com aspecto suculento a assar na brasa. Aí demandámos as nossas, caprichadas, com uma boa duma mandioca, feijão com óleo de palma e farinha musseque. Nham!

Para a próxima terá mesmo que ser “malembe malembe”.

Miguel