Na barbeira

É interessante a quantidade de negócios geridos a partir de casa ou cujas instalações nada mais são do que dependências das [magníficas] vivendas das pessoas. Esta manhã a tão necessária ida a alguém de confiança da dona do sítio onde me encontro para um corte de cabelo. Uma vivenda enorme e uma dependência a funcionar como cabeleireiro, com um aspecto fantástico. Extremamente descontraído com cores berrantes, uns sofás com umas capas em tecido multicolores giríssimas, uma área de lavagem e a dona a tratar do resto. Super despachada, alta, magra, com um cabelo que já não se usa no hemisfério norte e desproporcional à magreza da cara, não deixou de ser interessante. Piercing na sobrancelha direita, tatuagem no ombro direito, a trabalhar descalça, unhas dos pés pintadas de laranja avermelhado, via-se, pela forma como se movia, que percebia do métier. Pelo equivalente a $10, o cabelo foi cortado, deu para darmos umas boas gargalhadas e termos um dia com boa disposição.

No carro, perguntei à J. que idade é que tinha a barbeira estilista de cabelos. Nem queria acreditar quando disse 35. De tal forma o manifestei que a J. disse logo de seguida que não parecia mesmo nada e tal devia-se ao facto dela se tratar muito bem desde nova. Claro que me calei e guardei para mim que a amiga não parecia nada ter 35 mas sim uns 42|43!