[foto] No sul

Lá tanto insistiram que acedi ir à zona que já foi o bastião dos portugueses em Joanesburgo. Segundo a J. é ainda lá que se situa uma das melhores – mamma! – lojas da cidade. Precisavam da minha ajuda para comprar algumas coisas. Bem, a aproximação à zona, com direito a ver um hotel com ar encardidíssimo com o nome de Hotel Estoril (grande lata!), mete já algum respeito. Nota-se o abandalhamento generalizado, tipo entrar num Bronx, lixo por toda a parte, os edifícios com ar desmazelado, o comércio com aspecto decadente e, mesmo lá no meio da rua, a loja dos portugueses. Junto à entrada, circulando na zona até 2 metros na estrada, vários seguranças com coletes à prova de bala e shotguns. Tudo normal. Lá dentro, a música pimba do pior possível e imaginário, aquela merda toda ao monte, os papeis em cima do pão informando o cliente que era fresquinho (tásse mesmo a ver…), uma salganhada do caraças. As velhotas simpáticas, metendo logo o português na primeira abordagem, com os anormais dos filhos ou mesmo originários da santa terrinha, mas mais novos, a escusarem-se falar em português.

Dizer mais o quê? Deu para comprar uns queijinhos frescos, tremoços, vinho tinto, queijo da serra, bolo rei e morcela. Os ingleses e escoceses cá de casa iam morrendo com os tremoços! E com o queijinho fresco que enchi de pimenta preta até desaparecer o branco do queijo que é como eu gosto e disse-lhes que era assim que nós comíamos…

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