È finito!

Regresso a Luanda, três semanas depois da chegada à África do Sul. Como o tempo voa. Entrei coxo, saio a andar. Vim parar a uma guesthouse simpática, de gente porreira, com hóspedes excepcionais. Todos os quartos com casa de banho e decorados com grande qualidade (o amigo irlandês da dona é decorador e gay, como ela fez questão de me informar e como se eu não tivesse topado alguns instantes depois de conhecê-lo. Não percebi qual a importância que ela atribui ao facto do seu decorador ser gay, mas tudo bem), casa bem dividida e área espaçosa com jardins, boa piscina, empregada porreira e uma dona da casa que sabe cozinhar tudo e mais alguma coisa. Ah, já me esquecia, a fantástica M., filha do casal, que é muito mais interessante do que aquilo que pensa. Mas também só com a idade e mais experiência de vida é que perceberá isso, quando tiver mais confiança. Bem bonita a miúda. Um nariz perfeitíssimo e muitas sardas. O suficiente para me convencer a sair ontem à noite para umas partidas de snooker onde, depois de me deixar ganhar as primeiras partidas, deu-me uma sova como há muito não apanhava. Eu e o puto dela, puto porreiro, também com 21 anos, afrikaner. E hoje, junto à piscina, estava eu na boa ao sol quando me apareceu com um narguilé. Como vinha toda satisfeita e sentou-se à minha beira a montar aquilo, acedi dar umas passas com ela (logo eu!). A única vez que travei na vida era caloiro, foram dois Marlboro, e jurei para nunca mais. Quando me levantei fui aos ésses para o quarto de tão zonzo que estava. Como hoje, ao fim de cinco inspirações profundas, desisti. Mas já deu para a M. ficar toda satisfeita. Nestas situações, dependendo das pessoas e quando estou nessa onda, deixo-me ir, ao sabor do vento. Também sabe bem. Gosto de ver as pessoas a sorrir (se rirem, ainda melhor!) e a M. está a precisar de rir muito mais.

Calhou bem esta passagem por cá já que aproveitei para adicionar alguns exemplares à minha colecção dos livros do Zapiro (falta-me apenas um), interrompida após a minha partida de Moçambique, em Setembro de 2001. Adoro o Zapiro pela qualidade dos cartoons, pela sátira política, visão global e não apenas confinada à África do Sul, acutilância e ironia da sua abordagem ao quotidiano, para além de me permitir, através dos cartoons, inteirar-me dos principais acontecimentos dignos de registo ao longo de um ano. Para além do Zapiro, a melhor aquisição foi mesmo o “Delusion of God”. Excelente e muito actual.

O único dissabor da viagem deve-se ao facto de não ter conhecido a Carla. Imperdoável e digno de registo. A Carla, a famosa Carla tão publicitada pela dona da casa. Italiana, lindíssima, de cabelo negro comprido, morena, olhos grandes, sensual e mamas grandes (esta parte da descrição a dona da casa fez questão de frisar de forma bem expressiva). E eu que aprecio, italianas. Ou, melhor, a mulher latina, de Lisboa a Istambul. Resumindo, saio daqui cheio de Carla para aqui, Carla para acolá, sem perceber bem porquê e, no fim, sem ficar a conhecê-la…Ca cena…

Amanhã, o meu primeiro dia de ginásio já em Luanda! Yebo!!!

5 Respostas to “È finito!”

  1. ac Says:

    No final fica a certeza de que valeu a pena a dor e o receio do menisco lixado:)
    Beijinhos e boa viagem

  2. maria Says:

    Re-Benvindo à banda!:)

  3. miguel Says:

    Yebo ac!

    maria, estás na banda?

  4. maria Says:

    Nop :(

  5. Ma che cazzo?!… « SDBlog Says:

    […] consegui dizer uma palavra em italiano. Pedi licença e vim a correr ao blog para imprimir este post, onde sublinhei o penúltimo parágrafo e regressei ao local com passo decidido e firme. Chamei a […]

Os comentários estão fechados.