O zeloso Cuanhama

Cometi hoje o erro de voltar a conduzir. Sem trânsito não há qualquer problema, já no pára/arranca é mais delicado porque obriga a perna a muitos movimentos. Tendo que começar com o ginásio já hoje, para fortalecimento muscular, desloquei-me a casa para ir buscar o equipamento. Por não poder estacionar do outro lado da rua – esta malta é doida e não respeita os peões, não podendo correr para fugir deles – tive que encontrar um lugar perto de casa. Mesmo com lugares, mas porque aqui andam a “vender” espaços reservados e os moradores que se lixem, estacionem onde quiserem, fizeram-me sinal que não podia estacionar. Na boa, porque não tinha mais nenhum lugar perto, deixei o carro em segunda fila com o segurança munido da chave não fosse alguém querer sair enquanto ia a casa. Ao dirigir-me para o prédio, para grande surpresa minha, o segurança da entidade que tinha o espaço reservado barra-me o caminho e começa a dizer-me que não podia estacionar o carro ali. Embora lhe tenha explicado sucintamente que era uma paragem de 5 minutos e que o meu segurança estava ali, continuou a barrar-me o caminho pelo que lhe disse para chamar a polícia. Insistiu e eu a avançar até ao momento em que me agarrou e começou a empurrar. Beeeeeeeeemmmm! Disse-lhe logo que não me tocasse e muito menos me empurrasse/agarrasse. Continuou pelo que teve que ser o meu segurança a imobilizá-lo enquanto eu ia a casa com o tipo a tentar perseguir-me. Quando cheguei à rua, depois de ir a casa, estava já um ajuntamento, como é típico. Nem liguei porque espectáculos gosto mais de assistir nas salas. Fomos para o ginásio. Quando voltei, já tinha sido substituído.

2 Respostas to “O zeloso Cuanhama”

  1. Emiéle Says:

    :o
    A história é verdadeira, tem de ser, não é?
    Cá por mim, devias escrever essas crónicas todas juntas, e saía um volume jeitoso sobre a actualidade nessas paragens.
    Um espanto! Deu contigo que tens firmeza e um segurança, mas outro tipo desaparecia…
    O que não quer dizer que não se vejam coisas, a outro nível, também espantosas por cá. Eu, por exemplo, quando dou uma gorgeta a um arrumador por me ter indicado um lugar de estacionamento que eu era capacíssima de ver sem a ajuda dele, tenho sempre a sensação de estar a pagar a «protecção» da máfia, ou seja, o não-encontrar-à-volta-o-carro-com-um-risco-ao-comprido.

  2. miguel Says:

    Claro que é verdadeira Emiéle. Inacreditavelmente verdadeira. A parte engraçada disto tudo é que, esta tarde, bate-me à porta o “chefe do prédio” com um abaixo-assinado sobre, precisamente, aquele estacionamento “reservado” que ali foi colocado esta semana havendo cada vez menos espaço para os moradores. Acreditas que uma das razões para o abaixo-assinado era precisamente, nestes poucos dias, alguns incidentes ocorridos com elementos da empresa de segurança da empresa que solicitou (e recebeu) o espaço reservado? Quando lhe contei o que me havia sucedido ontem, o senhor nem queria acreditar!

    Em Portugal, é daquelas coisas… Uma vez assisti a uma cena inenarrável, protagonizada por dois arrumadores de carros, em frente à Mexicana, na Praça de Londres. Enfim. A política social do governo ainda tem muito que se lhe diga. Na África do Sul, em Joanesburgo, também há arrumadores de carros, identificados, com coletes reflectores, etc e tal…

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