“Três mulheres violam um jovem”

Notícia de primeira página do bissemanário angolano Folha 8, do passado dia 20 de Janeiro (normalmente é mais política, coiso e tal). E como subtítulo escreviam “Fogosas e recauchutadas”. Já na página 3 do referido jornal, podia ler-se “Inversão histórica, jovens mulheres violam “selvaticamente” jovem indefeso”. No desenrolar da notícia, percebe-se que o jovem de 20 anos pensou ter engatado uma boazona, numa lanchonete, na boa e, nesse sentido, aceitou o seu convite – depreende-se – para dar uma queca em casa dela. Pois eis o que terá acontecido:

“Quando este se encontrava já em flagrantes delícias amorosas, com a fogosa Conceição, cuja aparência lhe confere cerca de 25 anos de idade, eis que num gingar de mágica e tarrachinha sexual, entra para debaixo dos lençóis a pujante Maria, dois anos mais nova, que exigiu superar o tempo da sua companheira e fazer novas orgias, mesmo contrariando a vontade do acossado Katimba.

Mas como não há duas sem três eis que, Antónia, que esperava pela sua vez, em função da demora de Maria, decide, ela também, juntar-se a sarrabulhada e exigir a sua parte. E não o fez por menos. Entrou, diz a vítima, retirou-lhe o pénis do interior da vagina de Maria e “fez-me um broche, chupando com violência as minhas bolas, obrigando-me depois a fazer-lhe sexo anal, com violência, enquanto Maria deveria continuar a beijar-me e a excitar-lhe a vagina, para que eu a encontrasse molhada, ao terminar no ânus”, afirma, com lágrimas nos olhos (não no canto, como a música de Bonga), dizendo ter lamentado viver, […]”

Mais à frente, escreve ainda o jornalista que “Ele, num misto de vergonha e sinceridade diz, que quando o pesadelo acabou, caiu estatelado para o lado, como se fosse um gato molhado e chicoteado, diante dos seus filhotes.” Não sei se percebi bem a ideia… Mais adiante, o violado diz “[…] ter mesmo ficado frustrado, quando ao dirigir-se a unidade policial da sua zona, ter o agente de Investigação Criminal, rejeitado a queixa, alegando ser normal, “as mulheres queixarem-se de violação por parte dos homens e não o contrário, pelo que deveria dar-me por feliz, por terem sido três mulheres juntas e ao mesmo tempo disputando o meu pénis”. Já quando se retirava da unidade policial, Katimba diz ter o agente dito o seguinte: -“Puto tu és fogo, tens que me dar umas lições e mostrar a fonte do teu pau de Cabinda, quando estiver de folga”.”

E conclui-se o artigo com uma chamada de atenção. Ei-la: “Agora cada um deve tirar as devidas ilações, na certeza de estarmos a conviver com práticas a todos os títulos condenáveis, principalmente, por não ser este o caminho desejado das novas mulheres. Da mulher do futuro de Angola cujo potencial deve ser aproveitado para as grandes batalhas do desenvolvimento do país.”

 Acho que vou reler algumas vezes o artigo para ver se percebo o que foi escrito…

6 Respostas to ““Três mulheres violam um jovem””

  1. Jo Ann v. Says:

    Eish wena…

  2. maria Says:

    Hahahahahahhah…”Da mulher do futuro de Angola cujo potencial deve ser aproveitado para as grandes batalhas do desenvolvimento do país.”..Pois claro!:D

  3. miguel Says:

    Jo Ann, já viste como é a tua terra?! E nem se falou em preservativos, coisa e tal…

    maria, quando leio esse tipo de frases dou-me conta de como o endoutrinamento desta malta foi a sério… tipo Duracel… podem dizer-se disto e daquilo mas, no fundo no fundo, está lá!

  4. Jo Ann v. Says:

    Fogo, há dias que me pergunto porque será que não tenho dupla nacionalidade. Tou paiada com esta gente.

  5. Emiéle Says:

    :))))
    Dantes dizia-se que «era uma história das Arábias» mas creio que se deve passar a dizer «uma história das Áfricas».
    Esta é completamente espantosa.

  6. miguel Says:

    Jo Ann, há coisas piores na vida :pppppp

    Emiéle, é de uma pessoa atirar-se para o chão a rir não é? Achei deliciosa!

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