5 anos de paz

Assinavam há cinco anos atrás na cidade do Luena, Moxico, o memorando de Luena, Neto e Kamorteiro, pondo assim fim a um conflito cuja dureza perdura ainda na memória de muitos. Quantas e quantas vezes nós nos cruzamos com tantos que nos vão contando aquilo que viveram e passaram. A esta distância, parece que a guerra jamais voltará ao país. Talvez. Cheguei ainda a paz não tinha um ano. Muito há ainda a fazer. Mesmo muito. E quando olho para Moçambique, onde cheguei igualmente era a paz uma criança, país com muito menos recursos que este, apenas posso dizer para mim mesmo que grande trabalho fizeram os moçambicanos!

Voltando a Angola, o maior entrave ao desenvolvimento é, destes anos que por aqui ando e vou vendo, conhecendo e observando pelo contacto directo com já uns milhares de pessoas de origem e condição social diversa, é a mentalidade. Será este, sem dúvida, o maior desafio a vencer. Pudesse o dinheiro mudar positivamente as pessoas…

16 Respostas to “5 anos de paz”

  1. maria Says:

    (…) o maior entrave ao desenvolvimento é a mentalidade (…) Acertaste na mouche ;)

  2. miguel Says:

    Oh maria, há muitos aspectos positivos cá, como sabes, mas, de facto, o que se vê à nossa volta é algo preocupante e que reforça a ideia de que, para muitos, o momento é este… o resto? Bah!

  3. re21 Says:

    O importante é a Paz, é preciso é saber continuar a consolidar essa Paz, é um caminho díficil, 30 anos de guerra fraticida não se apagam de um dia para o outro, que a vontade de Paz e um futuro melhor faça parte de toda a vontade de um povo, o angolano, são os meus desejos.

  4. miguel A. Says:

    Sim, o problema é a mentalidade. Sem conotações “neo-colonialistas”, sempre ouvi dizer o mesmo, há muitas decadas. Tenho familia nascida em Moçambique há talvez já uns 200 anos, e daqui tive cá varias pessoas tb de familia. Outro “problema” é o excesso de riqueza, k aliado à “mentalidade”, dá um caldo complicado. Mas de qq forma, as coisas vão melhorar com o tempo-espero…

  5. Jo Ann v. em Luanda Says:

    Isso com o nosso “arquitecto da paz”… é um caso sério.

  6. miguel Says:

    re21, é claro que o importante é a Paz. Até porque não há mais desculpas…

    miguel A., sinceramente já fui mais crente. Alguns analistas angolanos mais atentos e perfeitamente conhecedores da realidade angolana em todas as suas vertentes, avisaram já que regista-se em Angola crescimento económico e não desenvolvimento económico. Penso que esta asserção traduz fielmente a realidade e tudo o que lhe está implícito. Eu sou um descrente em África por muitas e variadíssimas razões. Já troquei essa abordagem por uma abordagem mais pragmática de apoiar, no que estiver ao meu alcance, indivíduos com o qual me tenho dado muito bem e com resultados muito interessantes.

    Jo Ann, como deves compreender, lol, não posso comentar o teu comentário! LOL!

  7. pp Says:

    tijolo a tijolo … sejamos realistas, estamos em Africa onde os excessos sempre fizeram parte da cultura, o dificil e sabe-los dosear. miguel A., crentes ou nao havera sempre o famoso “caldo” africano…(cura tudo!!!)

    [de prata:)]

  8. miguel Says:

    Sabes pp, entre outras coisas referia-me a alguns casos concretos que conheço bem. De comunista convicto treinado em Baku, crítico da realidade angolana e chocado com a resposta de um caçula a uma pergunta do jornalista sobre o que queria ser quando fosse grande e do puto ter respondido que queria ser chefe, é giro vê-lo agora só fatos e gravata, jipão a preceito, até a maneira de falar já é diferente e o resto? Bom, o resto aqui não escrevo, como é óbvio. Mas acredita-me, sei bem do que falo… Acredito cada vez mais que o “povo” nasceu para ser “povo” e nada mais do que isso. Se assim não fosse, como é que os outros seriam? E contra isso, não há caldo que cure…

  9. pp Says:

    (o que fazem 2 migueis!!!!)

    miguel, todos nos sabemos que ha muitos desses que ja foram “putos” e acredito no que li mas… estava a brincar com as palavras do miguel A.

    [sempre de prata :)]

  10. miguel A. Says:

    pp, vamos ver o caldo (gargalhada)…. Miguel “chefe-do-blogue” (o respeito é muito bonito…) lá tb há muitos “putos” e menos putos a responder assim. Infelizmente, então a função publica está cheia deles, com pena de quem lá está e quer fazer alguma coisa de util. ‘Tá desgraçado num ápice. Mas isto nunca vai mudar, assim como Portugal nunca chegará ao desenvolvimento dos Escandinavos ou Alemães…

  11. GEyes Says:

    Concordo que a mudança tem que ser de mentalidades, tem que haver vontade política … quando se olha para a geração futura que não tem, neste presente, escola , como ainda ser crente? Infelizmente. Realmente, desde que o mundo é mundo que para se poder “explorar” se mantem o povo na ignorância …

  12. pp Says:

    Miguel (“chefe do blogue”), com todo o respeito :)
    … felizmente que os “putos” de la sao uma versao soft dos “putos” de ca.
    (sera que desta vez concordamos???…lol)

    (Porque e que nao aceitei o convite para a Dinamarca????)

    [de prata :)]

  13. miguel Says:

    Estamos claramente de acordo pp. E mudemos de assunto antes que aos meus 1500 dias se juntem poucos mais… :pppppp (era um bom sítio, apesar de ser demasiadamente plano e a água um gelo!)

    GEyes, é tudo um bocado para não dizer muito complicado. Venha o primeiro. Até lá, continuará assim…

  14. William Says:

    Já é uma realidade ano após ano na vida do povo, porêm é preciso que muito mais se continue a fazer não só para sua efectivação e estruturação. Precisa-se de trabalhar afincadamente para se recontruir este Pais, porque se as coisas continuarem a serem levadas por quem esta e como esta a levar, meus amigos a coisa não vai andar nada.

  15. miguel Says:

    Os processos tendentes ao desenvolvimento sustentado, após 40 anos de guerra, não nascem da noite para o dia, sobretudo se tivermos em consideração a realidade angolana, com destaque para Luanda.

  16. humberto Says:

    5anos de paz para Angola estão ser muito útil pos para o seu desenvolvimento economico com social, depois de 30anos de guerra é presico um bom tempo de paz e Angola vai mudando consoanta esse tempo de paz

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