Ainda não o ouvimos mas…

… já agora, para que possamos todos estar devidamente informados, não seria possível o Público (ou qualquer outro órgão de comunicação social, para o efeito) publicar também em formato digital o certificado de habilitações da 4ª classe de Sócrates e, já agora, se não for pedir muito, um que tenha a fotografia dele quando era puto? Muito obrigado…

14 Respostas to “Ainda não o ouvimos mas…”

  1. catarina Says:

    Hum…o Público ainda vai descobrir que também não há certificado de habilitações da 4ª classe e mais, que as pics dele em puto desapareceram todas. (não é o Público ou qualquer outro, é mesmo o Público, com toda a isenção que terá, pois disso não há qualquer dúvida e nem estou a ver nenhuma razão especial para que o Público, esse jornal totalmente imparcial, ande a roer as canelas ao Sócrates..tás a ver alguma?)

  2. re21 Says:

    :-)

  3. miguel Says:

    Não catarina, não vejo mesmo nada… :p

  4. xira Says:

    Caro Miguel,

    Sei que para quem está em Angola esta matéria é difícil de abordar, porque o que está verdadeiramente em causa são origens de fundos e destinatários de diplomas.
    Agora que o conheço bem, sei que no seu caso pessoal não admitiria casos como os que vou passar a referir e que ninguém pode contestar:
    – ter o meu CV no livro de Deputados da Assembleia da República com habilitações académicas que não possuia
    – ser nomeado para funções com publicação em DR de títulos académicos que não tinha
    – requerer equivalências esquisitas em papel timbrado do Ministério que integrasse como Secretário de Estado
    – exercer pressões para que a Comunicação Social não investigue.
    Isto não é culpa de terceiros, é culpa própria.
    E quem tanto exige aos seus concidadãos ter que dar o exemplo de credibilidade.
    Olha se isto fosse noutros tempos…

  5. miguel Says:

    Caro xira,

    Quanto a essa questão não me refiro até porque já teve o eco suficiente por cá quanto ao que aos de cá diz respeito.

    Já nos conhecemos mesmo há muitos anos e é evidente que se, por um lado, me enoja o que está a acontecer por ter contornos dúbios e que é perfeitamente claro, para a grande maioria da opinião pública, sobre quais as reais motivações que estarão por detrás deste ataque continuado ao primeiro-ministro, é também verdade, por outro lado, extremamente perturbador chegar a equacionar um determinado cenário que outra solução não teria que não passasse pelo pedido de demissão do titular do cargo. Mas é também verdade que erros e omissões ocorrem sem que possam ser imputadas responsabilidades aos próprios…

    Quanto à polémica em si, a ela não me referirei em detalhe apenas manifestando de igual forma o meu desagrado pela forma como tem sido gerida tendo, também no meu caso concreto, o Público perdido mais um leitor que foi, até há bem pouco tempo, assinante da versão online.

    Uma referência rápida a alguma comunicação social. Mal de nós seria se Portugal fosse uns EUA em que os media têm o poder que têm. Os jornalistas e seus directores deviam dimensionar-se à sua real dimensão e não pensarem que estão mais próximos do céu do que os demais mortais… O debate de ontem na SICn evidenciou claramente, a forma como alguma comunicação social se vê. Deplorável. Completamente deplorável.

    Finalmente, sobre os outros tempos. Se os tempos mudaram, de tal forma que se expõe de forma vergonhosa pessoas que ocupam cargos como o de PM, então vamos fazê-lo em larga escala. Investigue-se todos os políticos, todos os que ocuparam cargos políticos desde o 25 de Abril de 1974, e já agora os familiares e que favores recebidos e dados existiram, etc, etc e tal. As surpresas que teríamos não era? E se calhar bem mais escabrosas do que as que se pretende imputar na pessoa do PM. E são vários casos passíveis de se referir: há um que conhece tão bem como eu, um economista da FEP licenciado na famosa altura do PREC quem nem contas de somar sabia fazer de cabeça e ocupava um cargo de Administrador Delegado. E, já agora, porque não referir o filho de um alto dirigente do maior partido da oposição que “aterrou” no último ano do meu curso e passados uns meses apareceu no DN como um dos filhos de “notáveis” que se estava a “candidatar” a um elevado cargo na FP? Então e nós? Os filhos do sistema que nos obrigou a exames? Nós que tivemos que lutar entre milhares para sermos um dos 40 a entrar na universidade?

    Enfim, por tudo isto é que toda esta situação me revolta. Ainda está por provar que Sócrates cometeu falcatruas, até lá, merece o meu benefício da dúvida. Quanto ao resto, sei do que falo porque vi-os passar à minha frente…

  6. xira Says:

    O problema é que estamos simplemente a falar do Primeiro Ministro de Portugal.
    Que quando desencadeou o processo de equivalências era membro do Governo.
    A propósito o certificado do ISEL, como já deve saber, foi emitido passado um ano do prazo admitido na lei, para validar as equivalências solicitadas, em papel timbrado do Ministério.
    Não estamos a falar de filhos de papás importantes, nem de administradores de empresas.
    Estamos a falar de um PM que enche a boca com adjectivos que claramente não pratica.
    Passados 2 anos de Governo, Portugal tem a mais elevada taxa de desemprego dos últimos 20 anos, crece metade da Europa, um terço da Espanha e um quarto dos Países mais poderosos da recente adesão.
    Quem ocupa determinado tipo de funções está sujeito a um escrutínio diferente.
    E só os ocupa quem quer.
    E quanto a reformas estruturais, francamente não as descortino.
    Se existem bons resultados na economia são à custa das receitas, ou seja, dos cidadãos e dos agentes económicos.
    E quanto a Comunicação Social o que é lamentável são os telefonemas comprovados do PM a intimidar os jornalistas.
    Enfim, depois admiram-se que o Salazar ganhe concursos e comece a aparecer na moda…

  7. mph Says:

    mil por cento de acordo, Xira. Obrigado por ser tão elegante.

  8. miguel Says:

    Caro xira, o que ontem ouvi chegou-me e da minha parte o assunto está encerrado no que ao PM diz respeito. Com tantos “dados” e tantas “provas”, para além da ausência de dúvidas de, aparentemente, muitos, quem tem que investigar que investigue e se houver matéria de facto, o PM que se demita.

    Agora permita-me igualmente que lhe diga que o resto do seu comentário nada tem a ver com a questão em apreço mas tão-só com a situação actual do país, vista de determinada maneira. Discutível.

    Quanto ao resto, a justiça que decida…

  9. pp Says:

    lol… nem de calcanhares chegam ca
    (just for fun… estava a ficar um bocadinho cinzenta a area de comentarios mas gostei de ler, so nao percebi o porque de “ser de dificil abordagem o tema para quem esta em Angola”…)

    [de prata :)]

  10. miguel Says:

    pp, não está nada cinzenta. Somos todos amigos o que nos dá margem de manobra para argumentarmos desta forma qualquer questão mais polémica ;)

  11. xira Says:

    pp

    A questão de Angola tem a ver com a maior parte dos capitais investidos na Universidade Independente ser de origem angolana e haver muitos diplomas passados pela mesma a cidadãos angolanos

    Miguel

    Acha possível o PM dizer publicamente que só conheceu o célebre professor das 4 cadeiras nesse ano na Independente, quando se sabe agora ter sido seu professor anteriormente no ISEL?
    Acha normal o Reitor da Independente ter dado aulas de Inglês Técnico a um só aluno quando o professor da cadeira era outro?
    Acha normal alguém iniciar um novo ciclo de estudos sem provar as habilitações literárias anteriores? Garanto-lhe que essa não é a regra, nem no Ensino Superior Público, nem no Privado.
    É fácil ficarmos esclarecidos, quando temos essa vontade!…
    Espero por si em Portugal para discutirmos pessoalmente esta questão, até porque já tenho saudades de uma boa “rixa” consigo.

  12. pp Says:

    (com todo o respeito ao “chefe do blogue”)

    xira

    sou cidada angolana mas acho muito bem que seja escrito, falado, pintado (aqui entra a minha veia artistica) o que vai pelo mundo, a verdade acima de tudo!!!!
    Escreva mais :)

    [de prata :)]

  13. miguel Says:

    O problema pp, é que há muitas verdades. Tudo depende de quem as diz…

  14. xira Says:

    Contra factos …
    Depois de o ter ouvido, e conhecidos factos posteriores, daria um bom programa humorístico a repetição da dita entrevista!

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