Exigências

Apesar do Governo ter aprovado um aumento de 12% do salário mínimo nacional, os sindicatos entendem que tal é manifestamente insuficiente para fazer face ao custo de vida (e depois utilizam argumentos como o cabaz familiar que apenas dá para uma família com seis filhos, etc e tal) e por isso exigem um salário mínimo nacional de 350 USD. Confesso que fico pasmado com este tipo de notícias: 1º sendo a moeda nacional o kwanza e após uma mega-campanha a favor do kwanza em detrimento do dólar, como é possível os sindicatos falarem ainda de um salário mínimo em dólares? 2º o que é que o Governo (e demais entidades públicas ou privadas) têm a ver com o facto de alguns entenderem ter mais filhos do que aqueles que podem sustentar? 3º porque é que em vez de reclamarem o impossível, não defendem antes o estímulo à produção nacional criadora de postos de trabalho e, consequentemente, deflatora dos preços de tantos produtos básicos ainda importados devido à auto-insuficiência nacional?

7 Respostas to “Exigências”

  1. Marco Craveiro Says:

    epah, tou convencido que um dos maiores problemas dos paises pobres eh essa falta de compreensao que as pessoas teem da macro economia. quando tive no namibe, o pessoal todo tava a reclamar das casas sociais, das escolas novas, das estradas (para quem nunca teve no namibe, as estradas sao as melhores que vimos em angola), da electricidade que ahs vezes falha por 2 ou 3 horas. fiquei pasmado. eh bom reclamar se nao nunca se recebe nada, mas ah uma certa falta de realismo.

    concordo plenamente contigo, eh o crescimento economico que vai gerar bules para o pessoal ah la china. o estado tem que manter uma politica contraccionaria e de contencao de custos (injusto que isto eh para com os trabalhadores mal pagos) e continuar a boa gestao macro economica. senao, se o kwanza distabiliza outra vez tamos bem lixados.

    em tua opiniao achas que o estado estah a fazer algum progresso na facilitacao do investimento estrangeiro em angola (fora dos petroleos/diamantes)?

  2. pp Says:

    (passo a frente, espanto-me ou dou uma bela de uma gargalhada???? passo a frente com gargalhada… ha muito que nao me espanto)

  3. miguel Says:

    Olá Marco ;)

    A realidade é que o país está um bocado em mau estado. Tu foste para o sul que é a melhor parte do país, na minha opinião. Eu já andei um bom bocado pelo norte e a realidade é medonha tal como será no Leste de um modo geral , pelo que já vi in loco e pela televisão.

    É compreensível que as pessoas se queixem. Também eu o faria se vivesse nas mesmas condições. Já são uns bons anos de África e já vi muito do que é realidade do cidadão comum. É dura.

    Não é só o crescimento económico que vai fazer o que quer que seja ao país até porque esse já existe e é um dos maiores ao nível mundial. Do que precisa o país é de desenvolvimento económico. Está a vir. O Estado tem é que investir (e depressa) em diversos domínios, como forma de acelerar o processo de desenvolvimento económico que permita um crescimento sustentado a médio/longo prazo. Investir de forma sábia.

    O Estado está claramente apostado na facilitação do investimento estrangeiro em Angola. Basta veres o papel importante que a ANIP tem desempenhado. Até há fortes incentivos fiscais (e outros) para o investimento estrangeiro.

    pp, daria pano para mangas não é? :)

  4. Emiéle Says:

    O que eu aprendo no teu blog!
    Fiquei com a boca aberta de espanto e parece-me que ainda a não fechei…
    12% de aumento do SMN?!… Não entendi de quanto foi a inflacção mas… mas.. 12%???!!! E essa questão de do cabaz SÓ dar para sustentar 6 filhos, achei que era o teu humor, mas com o ponto 2 afinal parece ser a sério.
    Deve haver qualque coisa que me escapa, a sério!

  5. miguel Says:

    Emiéle, os 12% mais do que cobrem a taxa de inflação real, excepção feita para os transportes. De resto, o que noto é estagnação dos preços em muitos produtos decorrentes da estabilização da moeda. Não era nada humor Emiéle, era mesmo realidade pura e dura ;) A mim também me escapa muita coisa…

  6. miguel A. Says:

    Até foi uma média por baixo, 6 filhos por cabeça. Tenho aqui muitissimos colaboradores acima da duzia, 4 mulheres, enfim, uns ‘animais de palco’, piores que o Mick Jagger dos bons velhos tempos…

  7. pp Says:

    se daria, miguel :)

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