Archive for Maio, 2007

Angola, 10º país mais perigoso do mundo

31 Maio 2007

A esta conclusão chegou Steve Killelea, num estudo elaborado para a The Economist Intelligence Unit intitulado Global Peace Index, segundo noticiava esta ontem o Público, aqui. Não deixa de ser curiosa, a lista…

Duplicados

29 Maio 2007

“Logo haviam de sair duplicados duas vezes!”

O M., esta tarde, em jeito de justificação para os seus 7 filhos, abrindo os braços estendidos enquanto o dizia.

Prioridades

28 Maio 2007

Na minha volta pela comunicação social, dei de caras com uma notícia que me deixou completamente perplexo. Pondera-se levar a cabo a construção de uma ponte que ligue a província do Zaire à província de Cabinda, passando pela República Democrática do Congo (da foz do Rio Zaire até ao Yema), e cuja estimativa inicial se situa entre os 2 e os 3 mil milhões de dólares. O argumento principal é que tal infraestrutura facilitará “a circulação de pessoas e mercadorias”. Abstendo-me de tecer alguns comentários que me ocorrem de imediato, não seria mais viável e rápido criar uma linha de ferry-boats entre Cabinda e Luanda, com paragem no Soyo, outros portos e apeadeiros?…

[foto] Nham!*

28 Maio 2007

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* também conhecido por “FF” ou frango fiote

Referência

28 Maio 2007

A um blog que se espera vir a dar-nos mais notícias do norte, entre Congos. O novasdoenclave mostra-nos mais, de uma forma diferente, interessante e equilibrada, sobre a terra e as suas gentes*.

Matondo.

(* apesar de pequena, a terra, as rivalidades são imensas entre os do litoral e os do interior, desta e daquela região, dos que são da realeza e os outros, etc…)

Simbiose (perfeita)

28 Maio 2007

O povo quer festa e esta (muito) o povo.

Irmãos Verdades, yo!

27 Maio 2007


Um dos melhores grupos de sempre, os Irmãos Verdades (aos anos que os oiço e fui dançando ao som deles nas longas noites moçambicanas…), neste estilo musical (tão adequado ao contexto) com a inconfundível Yara neste vídeo (para os recém-chegados a Angola, a Yara é…)

Dia da Libertação de África

26 Maio 2007

Foi ontem, 25 de Maio… há 44 anos atrás era fundada a OUA, em Addis Abeba.

(ando tão atarefado com outras coisas que, embora tenha sido feriado para a maioria, nem dei conta de que feriado se tratava…)

Micato(e) civilizado

25 Maio 2007

– Bom dia General.
– Bom dia.
– O que têm aí? Algo doce…
– Temos micato(e) civilizado*, …

(* também conhecido por bola de Berlim)

[foto] Ainda chove

19 Maio 2007

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O offshore português

17 Maio 2007

Depois dos australianos terem assinado contratos para a prospecção de petróleo no offshore português, situado no litoral alentejano, é a vez dos brasileiros se juntarem à corrida, através da Petrobrás, tendo igualmente como parceiros a Partex e a Galp Energia. Junta-se ao litoral alentejano, a zona ao largo de Peniche. Do que tenho visto por aí, onde o offshore é já uma realidade, espero bem que as prospecções não resultem em nada de comercialmente viável…

Cacimbo, nova estação

17 Maio 2007

Começou há três dias o cacimbo de 2007, dizem (não reparei em nada já que continua um calor infernal…).

Muita pujança

16 Maio 2007

Socorrendo-me do Angola Economic Outlook do BES, publicado em Abril de 2007, alguns números da economia Angolana são, de facto, assinaláveis. Note-se, por exemplo, no PIB per capita: em 2003 era de $959,40 esperando-se que atinja os $3.390,90 em 2007 (projecções do FMI). Isto tendo em consideração as projecções demográficas que apontavam para uma população de 14,6 milhões em 2003 e de 16,4 milhões em 2007. Ainda comparativamente, em 2003 produziam-se 900 mil barris de petróleo por dia estimando-se actualmente em 2 milhões de barris a produção diária de crude angolano.

De referir igualmente as várias intervenções que têm vindo a ser efectuadas no mercado cambial de modo a não só estabilizar a moeda como valorizá-la, com vários objectivos que não apenas o controlo da inflação. Foi assim em finais de 2005 (Novembro e Dezembro) com uma valorização repentina extremamente forte e agora, no início do mês de Maio, com a descida do USD face ao AKZ (kwanza) de 79/80 para os 75.

Por último, dois dados que são igualmente impressionantes: a projecção da produção diária de crude para os 3 milhões de barris em 2010 e o facto de Angola ser o 5º maior produtor mundial de diamantes logo a seguir à África do Sul.

E?…

Isto explica muita coisa

16 Maio 2007

Cuba forma 18 mil angolanos em 30 anos.

[foto] Também quero!

16 Maio 2007

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E se…

15 Maio 2007

Ao ver a enorme multidão que acolheu o Papa no primeiro dia (se bem me lembro), cerca de meio milhão de pessoas, segundo os comentadores, não deixei de ficar impressionado com a dimensão do fenómeno. Mas o que ainda mais me impressiona neste tipo de movimentos de massas é o seguinte: e se de repente alguém tiver uma enorme vontade de ir à casa-de-banho?

[foto] A caminho do Congo

15 Maio 2007

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A caminho da fronteira do Massabi, no último troço em fase de conclusão, a imagem algo insólita. Um jovem, aparentemente com algum tipo de deficiência, com um porte físico de tal forma que lhe permitia empurrar o carro, picada fora, carregado de grades de cerveja vazias, para troca junto à fronteira do Congo, e, das lavras, todo um conjunto de produtos hortícolas e frutos. Debaixo de um sol abrasador.

Início

15 Maio 2007

Para os recém-chegados, um pouco do que foram os meus primeiros tempos em África, no norte de Moçambique há uns anos atrás. Sem internet, televisão, telemóveis, jornais, café, bolos, estradas, telefone, rádio… Onde a vida tinha o seu ritmo próprio, seguindo de perto o da rotação da terra.

Fica o link para a parte 4. Um dia destes, quando tiver tempo (lol), dar-lhe-ei continuidade.

Portugal SA

8 Maio 2007

Já no outro dia, aquando da constituição de um sindicato bancário com um determinado propósito, tinha ficado algo perplexo com a ausência de conteúdo, apesar da enorme quantidade de palavras, da mensagem do responsável máximo de um banco português por cá. É uma postura.

Hoje, fiquei perplexo com toda a intervenção de um quadro (e responsável máximo) de uma conhecida empresa portuguesa junto de um público maioritariamente angolano. Muito mau. Ficámos incrédulos. Bons fatos, canetas douradas e relógios de marca não são suficientes para vingar. Muito menos a adopção de salpicos paternalistas numa intervenção mal preparada, prenhe de contradições e inconsistente com a mensagem que se pretendia passar. Já para não falar do remate descaradamente bajulador que, quantas vezes, é muito mais ofensivo pelo facto de não ser genuíno.

Como é que se escolhem estas pessoas que são enviadas para terras tão longínquas?

(Um dia destes volto a este tema com mais calma, tal não é a quantidade de episódios inacreditáveis que vamos registando aqui e acolá. Depois, como é que podemos ficar surpreendidos?)

Ó Engenheiro

8 Maio 2007

Olhe que quota de mercado não se escreve cota e, já que peguei na caneta, não fica nada bem dirigir-se a uma plateia com diversos pás, mesmo que esteja em África e seja natural, para alguns, tratar toda a gente por tu. Ainda mais, tratando-se de um Administrador de uma das participadas de um grande grupo empresarial cotado na ENLisbon.

O que hoje aprendi

8 Maio 2007

Tanto, mas tanto… O choque de gerações por cá é evidente e sobrepõe-se às questões ideológicas e mesmo político-partidárias. É extremamente interessante, como outsider, poder assistir, ao vivo, a estes “confrontos” que se vão registando nesta pujante e dinâmica sociedade angolana. Pecando pela simplicidade analítica, é surpreendente ouvir os registos de quem entende que se devia ter preservado o que de bom havia no período colonial, os mais velhos, ouvir os que, mais novos, entendem que há que ir em frente a todo o vapor com a força e dinâmica intrínsecas à juventude e os que, no meio destes, ficaram atordoados pelos anos, com um sentido artificial, passado em terras longínquas onde aprenderam o que já não existe e que persistem em dizer que a culpa é toda dos outros, incluindo os que, há 500 anos, aqui passaram, pela primeira vez… É evidente que o futuro está traçado e um determinado quadro mental não terá qualquer espaço de manobra na sociedade angolana actualmente em metamorfose profunda.

[foto] Panos

7 Maio 2007

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Da imprensa

7 Maio 2007

Pegando no que disse há uns tempos atrás um editor de um semanário de cá, não é de estranhar que a maioria dos “tugas” não leia jornais angolanos. Contrariamente ao que pretende insinuar, não tem nada a ver com o facto de se tratar da imprensa angolana e logo, só por esse facto, haver qualquer tipo de rejeição. A razão principal deve-se tão-só ao facto de quem não tem hábitos de [comprar] ler jornais em Portugal não o fará em Angola, nem mesmo para calar e agradar a pessoas como o tal editor. Pura e simplesmente, não lhes está no sangue… De qualquer modo, os que lêem pela primeira vez, tirando o Jornal de Angola e um ou outro semanário, ficarão com pouca vontade de voltar a comprar alguns jornais pelo que lá se vai escrevendo.

Um dos jornais é mesmo do pior possível e imaginário. Já só o leio na diagonal e apressadamente. Reparei, contudo, numa coluna de opinião de um angolano/português (ou será português/angolano ou ainda em função da ocasião umas vezes português e noutras angolano?) que prima pelos ataques que faz à terra que o acolheu e da qual terá, em algum momento da vida, feito questão de dizer que era bem a sua. Tudo isto é pacífico. Pena é que se tenha esquecido (ou será mesmo vergonha?) de dizer à sociedade que o acolheu que também tem aquele part-time…

Presidium

7 Maio 2007

“Muito obrigado ao presidium. […]”
“Muito obrigado ao presidium. […]”

bis
bis
bis

Saber-se-á, de facto, o significado das palavras que se usam?!

O fogão

4 Maio 2007

Sempre muito respeitoso, volta e meia pedia para ser recebido para dar conta das suas preocupações. Naquele dia trazia mais uma na manga, totalmente inesperada. Depois de muitos rodeios, lá chegou onde queria e que era, nem mais nem menos, uma recordação por parte da empresa, pelos seus anos de casa que nem chegavam para abrir uma mão mas que, na sua perspectiva, eram por demais suficientes para que a empresa o distinguisse com algo que o fizesse lembrar que tinha trabalhado nela. Um fogão!

[foto] Pausa

4 Maio 2007

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Megalex

4 Maio 2007

O Bispo Vermelho ia orientando e fiscalizando a procissão. Tudo tinha que correr bem, invariavelmente. Há já alguns anos que a organizava e não seria desta vez que algum peão mais acelerado estragaria o que planeara ao longo de todo o ano. Chegou mesmo a adquirir, numa das suas inúmeras viagens, um par de patins bicudos (apesar de ser bispo, gostava de andar na moda), tamanho 44,  para melhor percorrer os 700 metros de fiéis que preenchiam as ruas e assim garantir o sucesso da sua missão. Conhecia bem os paroquianos da sua diocese, mas nunca fiar. Até porque, nas primeiras que ajudou a organizar, ainda com as pernas jovens, era com esforço que corria acima e abaixo pelas ruas cheias de quilómetros de fiéis que acorriam em massa à procissão. Nos bons velhos tempos… Diziam os acólitos mais servis que era uma crise de fé temporária e que um qualquer sinal divino acabaria por aparecer, mais cedo ou mais tarde. Naquela noite, quem não decidiu esperar pelo sinal divino foi o próprio bispo que, perante o mutismo dos paroquianos, decidiu estudar a fundo um manual que adquirira juntamente com os patins: Megalex.

Matondo

3 Maio 2007

Mais de 50 anos de Angola. Homem feito cá, casado e os filhos aqui nascidos. Teimosamente foi ficando, mesmo nos tempos mais difíceis. Era uma figura incontornável, logo pela manhã, para a bica – simbalino, pois – o adoçante e dois dedos de conversa. Todos foram, tendo ele ficado para trás. Era aqui que estava o sustento mas, mesmo assim, não deixava de ir amiúde às origens. Da mesma forma que a vida começa, num ápice, também ela termina, de forma abrupta. Um a um, a velha geração que persistiu em ficar por cá está a ir. Também ele foi, sozinho, na caixa metálica. Quem disse que os mortos já não sentem?

[foto] Lua cheia em noite escura…

3 Maio 2007

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[foto] 1º de Maio

1 Maio 2007

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