Dia da Libertação de África

Foi ontem, 25 de Maio… há 44 anos atrás era fundada a OUA, em Addis Abeba.

(ando tão atarefado com outras coisas que, embora tenha sido feriado para a maioria, nem dei conta de que feriado se tratava…)

15 Respostas to “Dia da Libertação de África”

  1. pp Says:

    E ainda eu nao tinha vindo a este mundo…

    nao sei como tera acabado a comemoracao, eram 8 ou 10 motas e 4 carrinhas da policia (as que consegui contar…), ouvi dizer que foi uma mega operacao stop a saida da periferia nobre :)

    [sempre de prata :)]

  2. Mario Says:

    Para não chegar aos 100 comentários no outro tópico volto à carga neste. No economist apareceu recentemente um artigo sobre bairros de lata. ( http://www.economist.com/surveys/displaystory.cfm?story_id=9070714 )

    Uma das partes pareceu-me bastante familiar embora estivessem a falar em Nairobi:

    “The density (shacks packed so tightly that many are accessible only on foot); the dust (in the dry seasons) and the mud (when it rains); the squalor (you often have to pick your way through streams of black ooze); the hazards (low eaves of jagged corrugated iron); and the litter, especially the plastic (…). Most striking of all, to those inured to the sight of such places through photography, is the smell. With piles of human faeces littering the ground and sewage running freely, the stench is ever-present.”

    Afinal o cheiro não sou só eu que acho esquisito ;)

  3. miguel Says:

    Mario, sinceramente não encontro nada de novo aqui. Os bairros de lata têm isso em comum, sejam eles em África, no Brasil, nas Filipinas, em Portugal, etc… Azar dos azares para os países tropicais que os têm… Quanto a cheiros e por aí fora, é evidente que determinadas áreas são terríveis. Mesmo a marginal de Luanda, quando está maré baixa é de fugir. Agora, não percebo qual o objectivo de tanta insistência. Em momento algum alguém disse que Angola e Luanda são um mar de rosas e os melhores sítios do mundo. Mas também não andamos a falar permanentemente mal do que está mal. E que estará por muitos anos, não se tenham ilusões. Quantos anos levou Portugal a ver-se livre dos bairros da lata? Uma última questão. Quando só vemos tudo negro, há que fazer algo para mudar esse enquadramento. Ou mudamos a forma de ver as coisas ou mudamos de sítio, não é assim?

    Um abraço.

    pp, mais uma vez, excesso de zelo… lol!

  4. Mario Says:

    Ainda hoje falei com um parceiro recém chegado que me relatou a experiência de um colega dele português nos seus 50 anos que veio para cá trabalhar depois de ter saído daqui nos seus 20 sem nunca mais ter voltado. Ao fim de 5 dias estava a chorar como uma criança a pedir para ir para Portugal.

    A minha insistência deve-se ao facto da maior parte das pessoas que cá está ter mudado tanto a sua forma de ver as coisas como forma de auto-protecção, que se esquece de como as coisas realmente são.

    Quem me dera ter ido trabalhar consigo Miguel, pelo menos teria sido recebido por alguém que se preocupa em dar a imagem certa e preparar o choque.

    Não voltarei a insistir, a partir de agora só colocarei comentários positivos e falarei sobre o que está bem. Nem que isso implique não voltar a comentar mais :)

  5. pp Says:

    mario, nao insista… ainda lhe falta muito para perceber (com essa atitude talvez uns anos luz… veremos), como conseguir ser feliz aqui nao e’ qualquer tipo de auto-proteccao ou teremos que rotular os nossos bons momentos porque o mario nao concorda???

    mario, anime-se e comente que o seu comentar da-(me)nos graca :)
    (lol Chefe do blog diz ao senhor para nao desistir)

    como estarao as ferias do nosso fiel miguel A.???nem um comentario(zinho)

    [sempre de prata :)]

  6. miguel Says:

    Mario,

    Em Moçambique tivemos um colega que chegou ao aeroporto e pouco depois de estar instalado na casa da empresa, em Maputo, desatou a chorar pela filha e mulher, pelo que apanhou o avião no dia seguinte;

    Em Luanda, há cerca de 1 mês atrás, um recém-chegado que veio trabalhar para uma grande construtora, começou a fazer comentários do género “esta merda é impossível! estes gajos todos cheios de fome e os outros com carros de $100.000 para cima! Nem em Portugal!”. Alguns dias depois estava no meio da estrada, com os braços abertos, sem camisa, a pôr-se à frente dos carros. Andou nisto até chegar ao nosso consulado onde terá tentado partir os vidros. Acabou preso e, de seguida, internado numa clínica da capital antes de ser despachado para a origem…

    Enfim…

    Quanto ao facto das pessoas que cá estão, para quem está há tão pouco tempo em Angola Mario, concluir que se esquecem de como as coisas realmente são como forma de auto-protecção parece-me ser algo precipitado. Nada melhor do que andar por aí, falar com as pessoas, também nacionais, para perceber melhor o que se passa e o que as pessoas pensam. Agora, é como tudo na vida, há quem prefira ver nos outros apenas os defeitos, há quem só veja virtudes e há quem veja os dois lados…

    O choque é inevitável. Há que estar preparado psicologicamente para esse facto. Luanda, para mim, não é chocante. Chocante é muito mais do que Luanda, mas isso, só vivendo. Em Luanda há tudo.

    Nunca fiz qualquer tipo de censura sobre os comentários de quem lê este blog. Mas concluir que quem acha que há outro lado, e que a realidade nada mais é do que um conjunto de muitas realidades, se esquece de como as coisas realmente são, parece-me ser algo excessivo… Em Portugal também só falamos das coisas más? Ou porque vivemos a nossa vida nos esquecemos de como as coisas realmente são (por acaso muita gente esquece-se…)?

    Espero que, o tempo que por aqui andar, consiga levar algo de positivo para Portugal e que transmita mais do que aquilo que já toda a gente sabe e é excessivo, ou os media nacionais (portugueses) e internacionais não transmitem só e apenas tudo o que é desgraça?

    Um abraço e comente quando lhe apetecer ;)

  7. Mario Says:

    Ora aqui vai algo de positivo.

    No pouco tempo aqui passado tive a sorte de encontrar algumas pessoas cheias de coragem e com um equilíbrio fora de série, angolanas e portuguesas, ricas e pobres, que conseguem fazer a sua vida no meio de tantas adversidades. Admiro e respeito essa proeza.

    Os meus comentários não foram em momento algum dirigidos a quem acha que há outro lado, e que a realidade nada mais é do que um conjunto de muitas realidades. Essas pessoas merecem a minha admiração. São os nossos diamantes.

    Peço desculpa se fui excessivo na minha generalização dos maus exemplos. Esses existem em todos os continentes não são exclusivo de Angola ou Portugal.

    Já agora mudando de assunto, onde posso ler qq coisa sobre o 27 de maio?

  8. miguel Says:

    Na imprensa nacional ;)

  9. pp Says:

    diamantes… :)

    [sempre de prata :)]

  10. Mario Says:

    Miguel :) o jornal Angolense dedicava uma página aos 30 anos em que não dizia nada. O jornal de Angola comemorou o dia ignorando-o.

    Nem tão mau que o Publico tinha um artigo de página inteira. :)

    Mas obrigado pela dica, vou procurar melhor!

  11. Miguel A. Says:

    Olá PP, já respondi num outro post sobre o andamento das minhas ‘férias’.

    Tudo a correr bem, com saudades daí, apesar das coisas boas que por aqui tb temos, sobretudo com a possibilidade que temos de voltar a ver a famila.

    Lá para 15-6 aí estarei.

    Abraço a todos. Isto hoje foi uma ‘rapidinha’ a ler’ todos os comentários e análises mais sérias, envolvendo o Mário e restante ‘familia’ do blog.

    Um ultimo conselho ao Mário: não acabe como aquele caso que o Miguel conta… relaxe e vai ver que custa menos.

    Olhe que isto por aqui é manifestamente diferente, mas em 3 dias já ví pessoas a quererem fazer o mesmo, com o espectro do desemprego à porta e os cartões de crédito a baterem ‘na trave’… o mesmo fado Português que já dura à 500 anos…

  12. pp Says:

    ola’, ola’ nosso fiel companheiro miguel A. :)

    la’ para 25 vou eu renovar o stock… de energias mas como o meu aniversario e’ em Julho e ja’ ca’ estou, fico a espera do livro :ppp

    bom regresso!!

    [sempre de prata :)]

  13. Kianda Says:

    Por vezes custa-me falar porque “voltei” para a minha terra por pouco tempo e é mais fácil falar quando se está longe, diriam os meus amigos todos, angolanos como eu, que estiveram fora a estudar mas voltaram e vivem diariamente com o bom e o mau que o País tem.

    Acho que o que não deve acontecer , já acontecendo, é viver na “normalidade” que não é normal, BI? Dá cá 50 USD e tens o BI tratado… porquê? Porque aqui é normal ser assim!!! Como devem imaginar temos mais 50 exemplos iguais a estes…

    O que não pode acontecer é ir para Angola ganhar alguns BONS dólares como expatriado, por vezes sanear economicamente as empresas e diariamente falar mal de Angola e dos Angolanos … alguma coisa realmente o meu País deve ter :-)

    Mas isto são debates sem fim, aproveitem o que a minha terra tem de Bom porque eu estou a fazer o mesmo na vossa :-) (e tb falo mal do rectangulo diariamente , ehehehe)

  14. miguel Says:

    Mario, tem que ser o Folha 8, especialista nesses “mambos”.

    Miguel A., continuação de boas férias, agora com muito calor. Isso é que é sorte e de aproveitar porque aqui o frio já aperta. O raio do cacimbo chegou mesmo, depressa e com toda a força! (até já durmo com o edredão!)

    pp, também és carangueja?

    Kianda… isso é típico de nós, portugueses. Falar mal. Aqui ou aí. E, como sabes, aí não poupamos ninguém pois não? Porque é que o faríamos aqui? lol mesmo ganhando esse kumbu todo? Agora também me parece que aqui o número e diversidade de “agressões” é bem maior do que aí, provocando um certo mal-estar em muitas das pessoas que aqui chegam, demorando algum tempo até “encaixar” muito do que tu disseste. Há pessoas que chegam, ficam e vão sem nunca ter conhecido verdadeiramente Angola… Uma grande discussão esta, mas que também não me parece ser o mais adequado fazê-lo aqui pois seria interminável. Um dia, numa tertúlia LOLLLLLLLLLLLL!

  15. pp Says:

    claro!!!! nao se notou ainda lol???

    [eternamente de prata :)]

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