Sondagem

Na edição deste fim-de-semana, o Semanário Angolense publica os resultados de uma sondagem realizada pela Consulteste/Semanário Angolense os quais são curiosos. Apesar de 3/4 dos luandenses ter uma opinião negativa sobre o governo de Angola (6,4% péssimo, 44,5% sofrível e 23,5% relativamente mau) contra 1/4 positiva (23,3% relativamente bom e 2,0% excelente), se as eleições fossem hoje, o MPLA ganharia com 59,1%, ficando a oposição com 16,8%, a abstenção  ficaria nos 22,9% e 1,2% sem intenção declarada de voto.

Alguém fica surpreendido? Nem por isso. Sobretudo porque, do lado da oposição, raciocinando por exclusão de partes, os cenários alternativos são de tal forma maus que não surge uma alternativa credível no panorama político nacional. A Unita, em particular nos últimos meses, está mergulhada em quezílias internas, numa luta sem tréguas pelo poder, estando a próxima batalha marcada para o próximo mês de Julho. Já os demais partidos é como se não existissem…

9 Respostas to “Sondagem”

  1. pp Says:

    hoje nao estou virada nem para sondagens nem para %, estou mesmo e’ para aqui:

    http://www.ashesandsnow.org/thankyou.php

    > explore the ashes and snow site

    [sempre de prata :)]

    lol ja foram ver o Portugal SA – comentario 71

  2. ac Says:

    muda-se de Continente mas há coisas que nunca mudam…

  3. re21 Says:

    Pois é, por cá a oposição tá na mesma…

  4. Miguel A. Says:

    Sim, esta sondagem não deve andar mto longe da realidade. A várias pessoas tenho ouvido ‘não sei se votarei, mas se votar, só no MPLA…

  5. pp Says:

    (apetecia-me escrever em “branco”)
    e para bom entendedor ha’ cores que bastam :ppp

    [sempre de prata :)]

  6. Marco Craveiro Says:

    a maka continua mas a vitoria eh certa! :-)

    http://angonoticias.com/full_headlines.php?id=15021

    o que me fez rir mais foi que, tendo ah escolha “a oposicao” e “o mpla”, a maioria das pessoas preferiram “o mpla” :-) pergunto-me se teria feito alguma diferenca se tivessem enumerado os partidos de oposicao … provavelmente nao…

  7. Miguel A. Says:

    Bem, tendo em conta os inumeros pequenos partidos (alguns dos quais autênticas agremiações), se calhar por numeração era o melhor sistema…).

    Mas uma oposição forte faz sempre falta, independentemente do sistema ou país em que se viva.

  8. miguel Says:

    pp, o link não funciona. Quanto ao comentário, li sim lol. O Miguel A. e tu já responderam por isso escuso-me.

    Pois ac e re21, tal e qual (ou quase…).

    Engraçadas as diferenças Miguel A.. Aquando da minha estadia em Moçambique tive a oportunidade de viver umas eleições presidenciais/legislativas e umas autárquicas. Olha que na empresa onde eu trabalhava, uma das maiores do país, as pessoas diziam abertamente que iam votar na Renamo por estarem fartas da Frelimo. Nas calmas e sem medo.

    Marco, não valeria muito a pena porque a oposição em Angola, com e sem representação parlamentar é constituída por algumas centenas de partidos, para todos os gostos e feitios (e para todos os bolsos), evidenciando a atomização do sistema ainda resultante do que foi o regime de partido único.

    A oposição existe Miguel A., basta ler os jornais nacionais. Falta é saber qual a sua origem…

  9. Miguel A. Says:

    Pois, a avaliar pelos jornais, admito que até eu fiquei surpreendido quando cá cheguei. Nestes ultimos 2 anos viajei algumas vezes para Angola, mas apenas pontualmente.

    Reparei no entanto que, tal como outras coisas na vida, tb a ‘oposição’ ao regime tem crescido, mas sempre de uma forma muito selectiva, ou seja, quando algum ministro ou figura proeminente mete demasiado a cabeça ‘de fora’, começa a contestação.

    Não sendo um génio em política, é fácil descortinar que muita desta ‘oposição’ vem do Fotungo, seguramente, e desta forma ‘cândida’, arruma-se a questão, contenta-se o ‘povo contestatário’ e a banda segue calmamente.

    Vamos ver daqui a 2 anos, aproximadamente. Serão tempos agitados…

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