Archive for Julho, 2007

Acabou

26 Julho 2007

Muito obrigado a todos os que por aqui andaram e constribuíram de forma importante para que este espaço fosse algo mais do que um simples depósito de letras e imagens. Até um dia destes ;)

Miguel

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Líricos

23 Julho 2007

(dos abonos e afins…)

Não seria mais fácil definir políticas integradas que permitam devolver a Vida às pessoas?

Perplexidades

23 Julho 2007

Há dias, enquanto descíamos a rua do Trópico, durante a paragem no engarrafamento, aproximou-se do carro um mendigo sem braços. Apenas com os antebraços, é assim que recolhe, com destreza, as esmolas que vai recebendo e coloca-as, acto contínuo, algures na camisola. Um pouco mais abaixo, reparei pelo retrovisor que estava a retirar as notas da camisola e a colocá-las numa bolsa a tiracolo.

– Coitado, imagino que de vez em quando deva ser assaltado. – disse em voz alta enquanto o observava a guardar o dinheiro.

– Não. Os ladrões só gostam de assaltar pessoas inteiras… – comentou prontamente o meu segurança.

Viva!

23 Julho 2007

“Viva Portugal. Viva o PSD.” – por Luís Filipe Menezes há instantes em directo para os noticiários.

Sinceramente, a convicção com que o disse foi de tal forma que me tocou profundamente…

[foto] O comboio

17 Julho 2007

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Enganei-me

17 Julho 2007

Não era no de baixo. Era mesmo aqui. O Miami já tem internet wireless de acesso gratuito, no que é um passo de gigante por cá. Nas mesas do estabelecimento é só portáteis. Agradável agora, nestas tardes de cacimbo (tem estado um frio de rachar!), um chá quente, torradas, um camisolão, perna traçada debaixo do rabo e a dar ordens de compra e venda na NYSE. Melhor não há!

Ah pois!

17 Julho 2007

Ando farto de conduzir nesta cidade. O inferno sobre rodas a toda a hora e em qualquer sítio. De tal forma assim é que, no outro dia, optei por ir almoçar a pé. Foi giro o passeio. Com muito menos stress (e mais rápido), ocasião para observar as profundas feridas, ainda por cicatrizar, em toda a parte da cidade. Ruas esventradas com cabos e tubos à mostra, lixo encostado a um canto e a água de um cano rebentado (ou de uma qualquer fossa extravasante) com aquela cor esverdeada e odor ímpares. Oportunidade igualmente para observar mais de perto os que se encostam junto aos carros na ânsia de algo venderem, os miseráveis no lixo à procura de algo ou encostados, rasgados, sujos, doentes, com olhar perdido e a mão estendida, não vá cair algum kwanza distraidamente na sua direcção. Direcção para a qual ninguém olha. Passa. Sempre apressadamente. Aqui ou em Lisboa, não interessa. Interessa sim, isso sim, chegar e depressa para onde se vai. Sai da frente quem não é gente. Como este (e os outros também). Os malucos, despernados, desbraçados, deslavados, descamisados, despidos sim, de tudo. Ei camarada! Força aí! Amanhã!… Assim lho dizem todos os dias quando, encostado aos vidros pede com os olhos porque as mãos estão nas muletas. O amanhã que nunca acontece. A esperança no futuro melhor, imediato, porque o outro… o outro ficou lá no mato juntamente com o resto…

Ah e já agora aproveito para dizer que o Miami já tem wireless para os gadgetistas encantadores de damas. Bora?

Esqueci-me…

17 Julho 2007

Onde é que eu ia?

Liberdade religiosa

17 Julho 2007

Lá na empresa somos assim. Temos para todos os gostos e feitios. Uma é católica, outra da universal, a da sala maior da maná, a da área fria evangelista, etc… Confesso que tive algum cuidado em não repetir para não me dar ao trabalho de encontrar outra com repetidas, para a troca.

Há dias saí do gabinete e, ao dirigir-me à porta, “apanhei” uma conversa religiosa no ar que tinha como personagens principais um general baleado e a beata da universal (só o soube depois). A miúda tinha ido à casa dele, fazer uma oração de cura. Nem queria acreditar. Ainda pensei para os meus botões “hummm, isto dá direito a despedimento com justa causa!” mas, após consulta da LGT, não encontrei nada que suportasse a minha tentação… Bom, piadas à parte, aproveito sempre estas ocasiões para abalar os alicerces desta miudagem. Falo bué. E é facílimo desmontar os seus argumentos mesmo sabendo que não mudam de posição. A minha grande surpresa foi quando não me souberam responder porque razão as 24 horas diárias eram divididas em dia e noite…

Vai uma religião?

Perito

17 Julho 2007

Sou, em asneiras. É algo que me persegue desde que me lembro. No antigo estádio de Alvalade, enquanto esperávamos, enfiar a cabeça no meio do gradeamento e depois não conseguir tirar; ficar com a cabeça de fora do comboio e o resto do corpo dentro , com o comboio em andamento, na estação de Campanhã, após ter ido ver o que se passava porque nunca mais partia; ficar com a perna entalada entre a carruagem do metro e o cais na estação da Rotunda; etc, etc, etc… Agora, o que nunca me tinha acontecido era mandar uma valente facada a mim próprio na coxa… Deslizes…

Perplexidade

17 Julho 2007

Finalmente consegui ver o Tadeu, da Maná. Ao fazer o meu zapping de fim de tarde, deparei-me com o muadiê. Após alguns segundos de audição a pergunta que me ocorre de imediato é como é possível este tipo ter fundado uma igreja e ter alguns seguidores, de tal forma que até tem um canal de televisão por satélite?! Mas como?! O homem é simplesmente abominável (em tudo). Alguns excertos do que acabei de ouvir:

– O Khan era filho lá do quê.

– Deus não viu porque não estava lá.

Costumo ser tolerante e defendo muitas liberdades mas estas coisas mexem algo comigo… Educação livre e universal já!

in A Capital, nº262

8 Julho 2007

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Tetavax

8 Julho 2007

a 07.07.07

Pingo Amargo

3 Julho 2007

A minha alma, em sentido figurado claro, fica parva a cada noticiário que passa. Uma representante daquela cadeia de supermercados toda entusiasmada e convencida do que estava a dizer. Que a medida – obrigar o consumidor a pagar pelos sacos de plástico – permitia poupar não sei o quê e que era benéfico para o ambiente porque não sei mais o quê, etc e tal. E ainda veio um falante da Quercus dizer que sim senhora etc e tal. Palmadinhas nas costas. Só de pensar que já fui membro da Quercus, noutros tempos, mas desde que soube umas coisas do Greenpeace, deixei de ser parvo e deixei-me dessas coisas, do associativismo verde, quero eu dizer… Bom, mas voltando ao assunto, se o Pingo Amargo está tãooooo preocupado com o ambiente, porque é que ainda tem sacos de plástico?! Porque é que não usa sacos de papel reciclado?! Suportando, obviamente o Pingo Amargo, o custo dos sacos de papel reciclado ou não terá margem para isso?! E, já agora, se o Ministério do Ambiente está (igualmente) tão preocupado, porque é que não interdita os sacos de plástico nas grandes superfícies de uma vez por todas?!

(nota: 2 cêntimos é uma ínfima parte do custo de um saco plástico? Se calhar estou interessado nesse negócio, o de fornecer sacos plásticos aos supermercados… E, já agora, o consumo de sacos diminuiu 250.000 num total de…? Pois… Também acredito que sejam muito amigos do ambiente, até porque onde antes não tinham qualquer fonte de receita, passaram a tê-la, em nome do ambiente. Ora antigamente 10.000.000 x 0,00 Euros = 0,00 Euros e agora (10.000.000 – 250.000) x 0,02 Euros = 195.000,00 Euros. Viva o Ambiente!)