Kamikaze

Tinha na altura 13 anos quando experimentei das sensações mais radicais da minha vida. Juntamente com apenas mais um do nosso grupo de férias de verão, escorregámos pelo kamikaze abaixo, um escorrega de água com 8 andares de altura, uma descida inicial com uma inclinação de uns bons 90% e uma recta interminável para com a resistência provocada pela água pararmos. A sensação ficou para sempre na memória.

Acredito que actualmente esta mesma sensação terão os traders dos mercados mais voláteis e que têm proporcionado, completamente alheios e indiferentes ao que vai ocorrendo por esse mundo fora, ganhos/perdas inimagináveis. Alguns exemplos:

1. O euro valorizou-se em apenas 2 dias mais de 400 pips contra o dólar.

2. O petróleo teve a sua maior valorização de sempre na 6ª feira, um dia que ficará para a história, 6 de Junho de 2008, registando uma valorização perto de $11 por barril provocando a suspensão momentânea da negociação por ter ultrapassado o limite máximo diário que era de $10, fechando no recorde de sempre nos $138,54 para o WTI (Nymex).

3. As bolsas “mergulharam” no vermelho no fecho de 6ª feira, com particular destaque para os EUA e todas as Sonae cotadas na Euronext Lisbon, sendo expectável que a procissão ainda vá no adro…

Tempos difíceis estes que vivemos… Assaltam-me inúmeros pensamentos decorrentes de algumas reflexões sobre a forma como tudo tem evoluído de forma vertiginosa e, acima de tudo, a total incapacidade, da grande maioria dos governos, em prever o que agora é já uma quase tragédia e ameça tornar-se uma verdadeira hecatombe de proporções “bíblicas”. Alguns sectores da economia começaram já a manifestar a sua preocupação e desagrado pela evolução dos preços da energia e bens essenciais. Quanto a isto não vou aqui desenvolver muito mais para não tornar este post demasiadamente extenso.

Termino fazendo referência a um livro que me chamou a atenção há uns anos, numa das minhas idas a Lisboa, em 2003,  e  no qual  “tropecei” nas arrumações por estes dias da biblioteca cá de casa. Trata-se de um daqueles livros “estranhos” dado fazerem uma abordagem “original” aos ciclos económicos. Com o título “Os ciclos económicos e a teoria das cinco transformações. Como prever as crises económicas e os períodos de prosperidade”, de Sérgio Domingues, publicado pela Gradiva em Julho de 2003 (1ª ed), ISBN 972-662-915-2, o autor, socorrendo-se da tal teoria mencionada no título da obra, aponta para que 2008 e 2009 sejam 2 anos de instabilidade, 2010 um ano de transição para o agudizar da crise que atingirá o pleno em 2011 e 2012. O ano seguinte será novamente um ano de transição para um período de prosperidade. Interessante? Para já parece-me daí que tenha reiniciado a leitura do livro.

Estavam a pensar sair já de Angola? Pensem novamente…

15 Respostas to “Kamikaze”

  1. migas Says:

    Eu arrisco dizer que a culpa é dos engenheiros que te têm aborrecido. Não achas? Aposto que o salário deles é em euros e andam a lixar o esquema aos que recebem o salário em dólares. Só pode. Ahahah

    Olha, devo anunciar aqui, em primeira mão, que não seguirei os teus conselhos e vou embora….

    De férias, cláro! 15 days more. Precisas de alguma coisa do Norte? Uma francezinha? Um sotaque charmoso? Uns engenheiros fixes, como eu, para se cruzarem no teu caminho? Ah, ok… engenheiras… Yes, sir! Percebido!

  2. kianda Says:

    ;-)
    Para além deste excelente convívio que o SD nos proporciona e que me permitiu “conhecer” pessoas lindas … tinha realmente saudades das belas fotos e das análises económicas que me fazem entender melhor os assuntos e pensar um bocadinho. Thanks boss!!!

  3. alemão Says:

    Relativamente ao kamikaze, partilhei in loco a situação e… bons velhos tempos mas, jã lá vão… LA 84, Tivoli World (lembras-te da roda do barco antigo???), enfim…
    Qt ao livro, parece ter uma real percepção dos ciclos!!!!Manda-lhe um mail para nos actualizar para os tempos futuros!!!!!!!!!!

  4. Miguel A. Says:

    Migas, uma Francesinha da Póvoa, sff. Do Zé d’Amura, ou do café da Av. dos Banhos, o Diana Bar (sinceramente, acho q já não existe nenhum dos 2…) ou do Nelba, seria assim o nome?

    Se for do Porto, da Cufra (os puristas não gostam muito, mas enfim…), ou da Capas Negras, ou de um sitio à escolha.

  5. Miguel A. Says:

    Devidamente acompanahdos de 2 principes, estes da Cufra, tem de ser…

  6. méri Says:

    O Diana Bar ainda existe, sim senhor! Já não é bar mas mantém o nome.

    http://www.cm-pvarzim.pt/groups/staff/conteudo/eventos/proximas-exposicoes-no-diana-bar/

    E uma francezinha da Galiza??

  7. miguel Says:

    Muito rapidamente que a noite já vai longa…

    Migas, porque é que foste desenterrar o JJG? Deixa lá estar o homem descansado… lol! Do norte? Hummmmmmmmm ora deixa-me cá ver… Uns rojões, tripas à moda do Porto mas sem tripas, francesinha e broa de Avintes!

    Análises quê Kianda? ehehehehehehe São só palavras, nada mais do que isso!

    Grandes férias alemão! O que a malta se riu eheheheheheheh!

    Eh lá! Ó Miguel A., és batido nisso!

    Olá méri! Tudo marcha por este deserto! (ai eles também têm?)

  8. meri Says:

    Cervejaria Galiza, ao Campo Alegre, Porto, Portugal :))

  9. Miguel A. Says:

    É verdade, faltou-me escrever a Galiza, trabalhei mesmo em frente dessa. Lembrou-me, mas depois voutou-me a passar; complexo de Pavlov, seguramnte, tal era a vontade de ferrar uma…Francesinha (mas sem queijo)

  10. Miguel A. Says:

    Xé, grandes finais de tarde no Diana Bar, com mais uns 28 tudo a fazer barulho…

  11. Miguel A. Says:

    Meri, falta só a foto do Diana; podemos mandar lá o chefe?

  12. pp Says:

    pois, esses teus exemplos sao mesmo sensacoes radicais nas nossas vidas!!
    sair daqui? lol propriedade!

  13. meri Says:

    Miguel A. aqui está uma foto:
    http://olhares.aeiou.pt/diana_bar/foto1044278.html
    e aqui tem que ir até ao fundo da página e vai ter uma bela surpresa, digo eu:)
    até se sente a nortada!

  14. meri Says:

    Até me esqueci de passar o link : neste é que tem que ir até ao fim da página
    http://garatujando.blogs.sapo.pt/122807.html

  15. migas Says:

    Miguel A. Acho que não percebi bem… Francezinha sem queijo ou fui eu que interpretei mal? Oh pá… isso não!! Lol

    Este Diana Bar não conhecia mas, quer-me parecer que as francezinhas já não devem ser a especialidade! :o)

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