O burro

(continuação do post “8”, devido a esquecimento)

Já com o sol quase posto, à chegada ao Lubango, tempo para tomar um café expresso antes de rumarmos ao Namibe por estrada. Descer a serra da Leba às escuras tem o seu encanto, sobretudo porque perde-se a noção, excepção feita para as luzes das viaturas que estão muitos metros abaixo de nós, da dimensão da queda. Com a Huíla para trás, noite escura, e largados estrada fora eis que aparece, de repente, um burro pela frente a atravessar estrada (felizmente muito lentamente). Pela distância, quem está habituado a conduzir recorrendo muito à caixa de velocidades (eu, por exemplo, que aprendi a conduzir na África com estradas complicadas), seria possível fazendo sucessivas reduções aguentar o carro e travá-lo de modo a que o burro atravessasse a estrada. Para meu espanto, o motorista, agarrou-se ao volante, começou a travar e, vendo que o burro estava lento, enfiou o carro metro e meio fora da estrada e passou pelo burro… Confesso que os meus batimentos cardíacos dispararam. No caso concreto, a diferença entre reduzir a velocidade com a caixa e com o travão em simultâneo ou usar apenas o travão pode ser um desastre brutal (íamos a mais de 120). Escapámos. A única vez que passei por algo de semelhante foi na Suazilândia em 1996 quando, após uma curva, demos de caras com um grande boi no meio da estrada…

9 Respostas to “O burro”

  1. Ameixa seca Says:

    E o burro, o burro? Lá escapou sem nenhum arranhão? Tadinho ;) Que aventura…

  2. engricky Says:

    Tb já me tinha acontecido uma idêntica com um burro e na estrada Lubango-Namibe. A diferença é q ia num camião q tinha perdido os travões do atrelado na descida da Serra da Leba :P Valeu-nos o camião ser novo e o atrelado ir sem carga.

    Ontem à noite aconteceu algo parecido, mas o animal era outro. Na estrada d Camama, sentido Viana-Camama às 23 horas, o carro da frente dá uma guinada forte e sai da estrada. Vínhamos próximos e só deu pra dar uma guinada prá faixa contrária. Estava um “camelo” (chamo-o assim pq tinha ar d quem tinha atestado as bossas com álcool para 2 meses d travessia do deserto) vestido d preto e castanho escuro, mesmo no meio da nossa faixa. Nem se mexeu.

  3. pp Says:

    lol os burros, as vacas, os bois, os porcos e as gaselas :).
    ainda me questiono pq nao se ve uma unica ovelha, os restos da fabrica ainda estao por la’, a famosa fabrica que exportava para todo o mundo os famosos casacos de caraculo

  4. Miguel Says:

    Nós temos ovelhas…

    Também nestas coisas é preciso ter sorte Engricky! ;)

    Ameixa seca, os burros escapam sempre lol!

  5. maria Says:

    É só aventuras em África! Sejam elas animalescas ou humanas.lol :D

  6. migas Says:

    Eh pá, susto valente. Tenho uns amigos que já bateram numa vaca, no regresso de Benguela… Não se magoaram mas destruiram o carrito :o(

    Em Luanda, os burros são outros…

  7. migas Says:

    Eh pá, susto valente. Tenho uns amigos que já bateram numa vaca, no regresso de Benguela… Não se magoaram mas destruiram o carrito :o(

    Em Luanda, os burros são outros…

  8. Ameixa seca Says:

    Mas os outros burros mereciam ser atropelados até… Já estes não têm culpa nenhuma de serem teimosos e irem para o meio da rua ;)

  9. miguel Says:

    maria, aventuras é o meu nome do meio… lol!

    Beeeeem migas, “ganda” vaca!!! LOL!

    Ameixa, burros “selvagens” é assim.

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