O eleitorado

A análise dos números referentes aos eleitores, quer ao nível nacional quer ao nível provincial, é brutal. Brutal porque revela várias realidades que poderão ser inferidas a partir dos números. Em primeiro lugar que estas eleições integram um número muito maior da população do que as eleições de 1992 (veja-se Cabinda, por exemplo). Em segundo lugar que o crescimento populacional dos últimos 16 anos foi igualmente assinalável, faltando verificar qual o impacto do regresso dos refugiados dos países limítrofes neste número. E, por último, a especificidade do número de eleitores nas províncias revelando, nalguns casos, o possível êxodo das populações para outras províncias, como é o caso de Malange, Kuando Kubango e Kwanza Norte.

9 Respostas to “O eleitorado”

  1. Paulo Says:

    “Eleições em Angola: observadores da UE dizem que escrutínio está a ser um “desastre””.

    Está complicado… african way of doing things explica tudo? Ou é mesmo a angolan way of doing things?

    Abraço

  2. miguel Says:

    Luanda está a ser complicado. Há atrasos na abertura das Assembleias de Voto, a CNE já veio a terreiro comunicar o que se passa e ainda é cedo para se determinar com exactidão o impacto dos atrasos.

  3. maria Says:

    Angola/Eleições: Depois dos atrasos, votação prossegue com normalidade – Observadores
    Lisboa, 05 Set (Lusa) – A votação para as legislativas em Angola decorria com normalidade ao final da manhã de hoje nas assembleias de voto visitadas por observadores eleitorais ouvidos pela Lusa, apesar dos significativos atrasos no arranque do processo.
    13:01 | Sexta-feira, 5 de Set de 2008
    ( Expresso Actualidade)

  4. miguel Says:

    Parece que a votação se vai prolongar pela noite dentro, devido aos atrasos e à necessidade de todos os eleitores votarem.

  5. maria Says:

    ya Miguel, tb já li isso no Angonoticias ( devido ao atraso da abertura das urnas).
    ja agora como estou on-line com as noticias. ;)
    Observadora da União Europeia esclarece declarações
    A chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia esclareceu esta tarde que ao falar em “desastre” estava apenas a referir-se às assembleias de votos que visitou e não a todo o processo eleitoral em Angola.
    “Não disse que as eleições em Luanda eram um destastre”, afirmou Luiza Morgantini. “Disse que nesta assembleia de voto onde começava me parecia um desastre porque não estava nada organizado às 07h00, mas não de todo o processo eleitoral e nem por todo o eleitorado”, explicou Morgantini. A representante da EU afirma mesmo que “os dados que temos de todo o país são positivos pela participação e ausência de incidentes nas mesas e assembleias de voto”.

  6. Jo Ann v. Says:

    Isto é treino pro ano que vem… acho eu de quê…

  7. Miguel A. Says:

    Já comecei a escrever umas 3 vezes e apago, escrevo, apago, escrevo…

    Bom, para o chefe: parabéns: ouço as noticias na TV, venho ao Blog, ouço na TV, venho ao Blog, o que só prova a actualiadade dos dados que transmites.

    O grafismo, embora meio ‘achinesado’ (onde foste buscar estes ‘bonecos’ lol), está excelente, parabéns.

    Sim, de facto confirmam-me daí que tudo decorreu com certa normalidade – informação do final da tarde – embora tudo relativamente (muito) desorganizado. Esperemos que tudo corra bem; .

    Por fim, embora ‘eles’ nem leiam isto: será que a imprensa portuguesa será capaz de dar noticias sem ser empre no tom ‘paternalista’ do costume? já parece a história do Mantorras e tudo o que daí adviu. Fica o meu ‘lamento’.

    Concordo com a Jo Ann: pró ano será a sério…

  8. Miguel A. Says:

    Entenda-se por ‘eles’ a imprensa portuguesa, claro…

  9. miguel Says:

    Miguel, o Chefe pediu-me para te informar que agradece :p A imprensa portuguesa tem alguns problemas, sem dúvida. Um abraço e boas férias.

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