Next please!

É considerada pela imprensa financeira norte-americana como a maior falência de um banco comercial nos EUA. Com activos contabilizados em $307 mil milhões de dólares, ultrapassa de longe a falência do Continental Illinois, em 1984, o qual detinha activos de $40 mil milhões de dólares.

O momento é histórico e perdurará na memória colectiva por muitos e longos anos, ou não? O Ministro das Finanças da Alemanha já vaticinou o fim da hegemonia norte-americana na cena financeira internacional. Uma coisa é certa, as ondas de choque que resultarão das consequências do que está a acontecer serão de monta.

O colapso do Washington Mutual e subsequente intervenção das autoridades federais americanas ao fim do dia de ontem, ocorreu devido à degradação progressiva da situação do banco com problemas no crédito hipotecário, cartões de crédito e outros empréstimos e subsequente erosão dos rácios de capital. As fortes dificuldades encontradas pelo banco em encontrar compradores ou investidores dispostos a injectar capital, associado a uma corrida aos balcões do banco para levantarem o seu dinheiro – desde a declaração de falência da Lehman Brothers a 15 deste mês, os depositantes do Washington Mutual levantaram das suas contas qualquer coisa como $16.700 milhões de dólares nos 10 dias que se seguiram – tornando-se o catalizador da intervenção dos federais.

Na sequência da intervenção da agência federal que supervisiona o sector, a FDIC, o Washington Mutual foi vendido ao JP Morgan. Este último já tinha adquirido, em Março de 2008, o banco de investimento Bear Sterns numa acção também consertada pelas autoridades para evitar o colapso deste último.

A 30.06.2008, o Washington Mutual tinha mais de 43.000 funcionários e 2.200 balcões espalhados em 15 Estados.

E na Europa continental? Quem será o primeiro a dar o estoiro?

6 Respostas to “Next please!”

  1. maria Says:

    Chefe, com as falcatruas aqui neste cantinho à beira mar, se calhar o 1º será o Millennium.

  2. catarina Says:

    Duvido muito que estoire algum. Com intervenção dos estados e da UE, claro, mas não os deixam estoirar.

  3. maria Says:

    Chefe, muda lá a cara desse bonequinho pra verde. :D

  4. Marco Craveiro Says:

    realmante, isto tah mm maus! em termos da europa, o FT tava a dizer q se a AIG fosse, a europa tava bem lixada. parece q a AIG tinha feito seguros de 300 bn a bancos europeus (credit insurance). estes seguros na sua maoria sao regulatory capital relief – desculpem lah o ingles portugues mas n sei traduzir estes termos :-) ora, com a AIG indo a falencia, os bancos teriam de orientar massas de capital enormes para tapar esses buracos de regulatory relief. o problema na europa eh tb o tamanho dos bancos em relacao aos paises mae – tipo o deutsche bank, com um leverage ratio de 50, tem dividas (liabilities?) de 2000 bn, o q eh tipo 80 do PIB da alemanha inteira! ninguem tem dinheiro para safar um banco desses. qd os europeus comecarem a cair, n sei quem os vai levantar… soh o ECB mm…. a analise do FT ultimamente tem tado muito boa.

  5. pp Says:

    olha, acabaram-se as duvidas, vamos abrir um banco aqui e num segundo andar, ja’ que existe um no r/c, outro dferente no primeiro, o predio ficava engracado. Imaginem so’: “banco do Chefe” WOW!

  6. miguel Says:

    Marco, amanhã já vamos ver com o Fortis. Aparentemente, o ECB não pode intervir em nenhum “salvamento”. Deste modo, espera-se que o Banco Central da Bélgica possa disponibilizar os fundos necessários até se encontrar uma solução para o Fortis.

    O quê pp?

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