Da força relativa do dólar

Tem causado alguma estranheza a força relativa do dólar americano nas últimas semanas, em particular com o agudizar da crise e soluções apresentadas até ao momento. Especulei com uns amigos sobre as razões que estariam por detrás deste movimento – o qual entendo ser de curto prazo e que a fraqueza relativa da moeda norte-americana deverá continuar o seu percurso nos próximos meses – e acabei por ler na edição deste fim-de-semana do Wall Street Journal precisamente isto:

“U.S. investors are bringing money home while some foreign investors are seeking U.S. Treasury bonds as a haven in the turmoil, both positives for the dollar. […]”

3 Respostas to “Da força relativa do dólar”

  1. catarina Says:

    Sim, são movimentos de curto prazo…é o que eu digo, é a hora do euro.

  2. Ricardo Says:

    bem com petroleo a apontar para os 58$ o barril… não sei se será para já… além disso a usd libor tem menos espaço para descer do que a euribor…

    o problema (para tomadores de usd como eu) a medio prazo poderá ter mais a ver com o deficit americano… e a forma de financia-lo. Nesta matéria os gringos são mais inventivos… digamos são mais ‘terra á guerra’.

  3. miguel Says:

    A ver vamos. De qualquer maneira, o mercado cambial reagiu bem às notícias do fim-de-semana e abriu em forte alta, já com um ganho de 200 pips.

    Quanto à forma de financiar o(s) seu(s) défice(s), os americanos são realmente inventivos. O resto da malta é que é capaz de já começar a ficar um bocado cansada deles.

    Por estes dias, George Soros (o catastrofista crónico) deu uma entrevista a uma cadeia de televisão com um companheiro de outras paragens a salientar 3 pontos que me parecem igualmente extremamente importantes:

    1. Esta (americana) bolha imobiliária, quando rebentou, foi apenas o detonador que fez explodir a grande bolha que se foi enchendo ao longo dos últimos 25 anos, graças à expansão contínua do crédito sustentado por alavancagens cada vez maiores. O montante de crédito na economia tem vindo a aumentar a um ritmo talvez duas vezes superior ao da própria economia;

    2. Nos últimos 25 anos, o motor da economia mundial tem sido o consumo dos consumidores americanos os quais têm vindo a gastar mais do que têm vindo a poupar. Esse motor foi agora desligado. Acabou;

    3. O período em que a América podia viver com crescentes défices da balnça de transacções correntes – em que podíamos consumir 6,5 vezes mais do que o que produzíamos – chegou igualmente ao fim.

    Mas pronto, o Soros é um catastrofista por natureza…

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