Hungria

Depois da Islândia, a Hungria encontra-se agora em grandes dificuldades. Forte financiamento externo, grandes dificuldades em colocar títulos da dívida pública no mercado e já confirmado o início de conversas informais com o FMI, incluindo a possibilidade de ajuda financeira de emergência por parte desta organização.

E isto num dia em que se ficam a saber mais alguns pormenores sobre o colapso islandês. Facto curioso, a esse propósito, da forte disparidade da taxa de câmbio da coroa islandesa. No Banco Central Europeu, o câmbio da moeda nórdica está suspenso desde o dia 9 deste mês quando atingiu o valor recorde de 305 ISK para 1 EUR. Já o Banco Central da Islândia fixou hoje o câmbio em 156 ISK por 1 EUR…

E do outro lado do Atlântico? Depois da forte subida de 2ª feira, e do início da correcção de ontem, hoje foi o descalabro total. A razão principal foi a apresentação do Beige Book, da Reserva Federal Americana, e o discurso de Bernanke. O relatório evidencia uma forte contracção da actividade económica nos 12 distritos da reserva federal, quer na actividade industrial quer no consumo (principal motor da economia americana). Para além disso, disse Bernanke que a Reserva Federal estava preparada para reduzir a taxa directora (actualmente nos 1,5%) face às perspectivas económicas. Ouro sobre azul, os mercados aproveitaram para pressionar essa descida na próxima reunião de 28 e 29 de Outubro.

Os outros mercados, por simpatia – tipo, o quê? Os americanos estão a cair? Vende! Vende! – acabaram também por registar fortes perdas. Note-se que as descidas que estamos a viver actualmente estão entre as maiores de sempre, mesmo em termos percentuais, apenas suplantadas pelo crash de 1929 e 1987.

No que nos diz respeito, nova valorização do dólar contra o euro e forte queda do petróleo com o Brent a fechar nos $70,34 (Nov), o Light nos $73,61 (Nov) e Oman nos $68,15 (Dez, physical). No dia em que a Reuters noticiava que a produção petrolífera angolana tinha caído.