Quanto?

Quanto é suficiente?

28 Respostas to “Quanto?”

  1. Ricardo Says:

    bem essa pergunta é muito genérica…

    … talvez aposte num corte na produção de petroleo na ordem dos 2M barris/dia… o equivalente á produção angolana…
    … us dolar baixará a little bit…
    … bce baixa tx referencia… usd/eur baixará (us dolar sobe…)

    bem isto já parece um filme de ficção, não?

  2. miguitas Says:

    Bem miguel, é dar estas respostas a um psicólogo e, certamente ele traçará o perfil dos teus visitantes. Olha: para mim um pouco de tudo é suficiente. Por isso: um pouco é a resposta correcta… ;-)

  3. emiele Says:

    Bela pergunta!
    Claro que já estás a ver que vai haver tantas respostas como comentários…

  4. Filipe Says:

    Tudo.
    Nunca é demais.
    A medida da amizade distante, o tamanho das boas recordações, a dimensão do que sentimos…

    Tudo.
    Talvez seja pouco.
    Um abraço

  5. Ameixa seca Says:

    Quanto for o tamanho da nossa gula, da nossa vontade, da nossa ambição… o quanto não é quantificável a nível geral… é conforme a necessidade de cada um.
    Mania de dizer que os psicólogos traçam perfis… não traçamos nada (a não ser uma bela sandes he he), quanto muito analisamos as respostas :)

    Ai que ainda vou ser ostracizada pela resposta…

  6. catarina Says:

    Quanto é suficiente…hum…outro post? :D

    (mas suficiente é pouco, claro; meia dúzia era melhor)

  7. miguel Says:

    eheheheheh algo retórica, a pergunta é algo introspectiva. Tem mais a ver com o “eu” do que com os outros, muito menos com os mercados… :p

  8. catarina Says:

    Se tem a ver contigo (ninguém percebeu…achas? lol) então a pergunta não é “quanto é suficiente?” e sim “onde é que é o meu limite?”
    Digo eu, claro, que para mim, “suficiente” é sempre uma palavra mediana.

  9. miguel Says:

    Já me estás para aqui a complicar o post! lol Não tem nada a ver com limites, já que coisas há para as quais não os há. Tem mesmo a ver com o que é suficiente para uma vida. É 1, 100, 1.000, 1.000.000 (como dizia o outro no restaurante? lol), 1.000.000.000?

  10. catarina Says:

    Ora então, vou complicar um bocado mais (vês, aquele prémio coisa e tal? lol) Lá está, prioridades erradas. O que é (mais do que) suficiente para uma vida é saúde, família, amigos. E o que é essencial para uma vida não é o “quanto”: é o “quando” (por exemplo: para mim, o “quando” é todos os dias, é isso a vida, todos os dias um gajo vivê-la (como se fosse o último, passe o lugar-comum).

  11. miguel Says:

    Desculpa. Isto tem que ser devidamente contextualizado. Infelizmente não é possível viver sem dinheiro. Sabendo que muitas pessoas que estão por cá, com grande sacrifício, a partir de quanto é que já chega? E isso porque conversava com alguém há uns dias que se queixava muito disto, que não tinha isto, aquilo e aqueloutro ao que lhe respondi que na Casa dos Frescos havia tendo-me dito que sim mas custava 400 kwanzas… Também, por estes dias, conheci alguém que me meteu medo (e pena). Já não sei se será só ganância, vício ou ambos. Um verdadeiro case-study do not to! Imagino o drama que será para as famílias. Mas isto aqui dá pano para mangas. Resumo, uma vez mais, à ideia seguinte: no fundo, no fundo, o que nos faz correr? O que nos faz querer mais um tostão no fim do mês? lol

  12. miguitas Says:

    Então era quanto dinheiro… Estou a ver. E eu a pensar noutras coisas mais cuti-cuti… :o) Quanto a isso, cada um terá a sua resposta… ou não. Eu não tenho. Para mim, o “quanto” em Angola é até eu me sentir com capacidade para enfrentar as dificuldades que encontro cá. Quando estiver cansada, vou embora. Não necessariamente para Portugal. Aliás, dificilmente para Portugal. E concordo que este caso dá mesmo pano para mangas… oh se dava. E era uma lista de exemplos tristes… xé. Não tenho tempo.

    Ameixinha, vês a falta que fazes aqui em Angola? Para traçar perfis e sandes… Tinhas muito caso para tratar. ;-) A começar por mim que, de manhã sinto-me sempre capaz de espancar todos os que se atravessam à minha frente… a migas é violenta? eh eh eh

  13. catarina Says:

    Mas isso são coisas diferentes: “quanto é que é suficiente para uma vida” (amealhando) e “não ser possível viver sem dinheiro”, isto é, ganhar o sufuciente não para uma vida, mas para ir vivendo (confortavelmente). Lá está, eu sou completamente diferente, a mim mais tostões ao fim do mês não me fazem correr. Há outras coisas que sim, mas isso não, de todo.

    Mas entendo o teu ponto de vista (é a mesma história dos primeiros emigrantes em França): viver miseravelmente para juntar os tostões todos. Faz parte de uma certa cultura e tipo de educação e sim, é de alguma forma ganância e muita fuinhice.

    Volto ao dia-a-dia em que se vive como se cada um fosse o último: se um gajo pifar há-de servir-lhe de muito, aquele pé de meia, ganho à custa dos sacrifícios todos.

  14. Ricardo Says:

    epá miguel… o que nos faz correr apenas depende das circusntancias individuais de cada um… do momentum, da perserverança, da inteligÊncia, das necessidades de cada um… sejam elas quais forem… mas também por outros factores externos… a conjugação da sorte… onde se nasce… como foste educado… em que pais nasceste…

    o que nos faz correr… para mim é o bem estar da minha familia… para ti será certamente outro motivo.

    quanto ao viver miseravelmente… como os emigrantes em frança, Catarina, não será bem assim… foram pessoas extramamente corajosas, como há poucos povos no mundo… e não se tratou de ganacia nem fuinhice… tratou-se de necessidade… luta pela sobrevivência… não querer ver os filhos a passar dificuldades… humilhar-se, trabalhar como escravos por um designio superior… amor.

  15. catarina Says:

    ricardo, sim e não quanto aos emigrantes. Sim, quanto aos primeiros que foram, sobrevivência. Depois,há dos dois tipos, daqueles que, podendo viver em condições melhores, continuaram a viver miseravelmente para amealhar e conseguir fazer aqueles monos todos que se vêem por Portugal e aqueles que gastavam algum a viver mais decentemente. E aí sim, já se tratava de ganância e fuinhice.

    Quanto à “coragem de poucos povos no mundo”, bom, aí, lamento mas em total desacordo. Os portugueses fugiram da miséria, da dieta de couves, da mortalidade infantil, enfim, da pobreza extrema de um país que nem sequer teve guerra…preciso de dizer mais? Quantos povos existem que conseguem (ou nem isso) sair de países completamente desfeitos?

  16. Ricardo Says:

    catarina, as motivações das pessoas são coisas muito complexas… e nem todas desembocam na ganancia e fuinhice. Mas sim, haverá muita gente movida exclusivamente pela ganância… mas talvez concordes que tal desvirtude não será exclusiva dos emigrantes…

    agora, quanto á coragem do povo português, catarina, é inequivoca… é a nossa história… admito que por trás dessa coragem poderá estar algum aventurareirismo e até alguma ganância, certamente necessidades… mas caramba, em cascas de nozes fomos ao brasil, angola, mocambique, china, timor, india.

    Sempre tivemos esta caracteristica… não te esqueças que cerca de 5 milhões de portugueses são de facto emigrantes… e poucos povos a têm de facto.

    O nosso grande defeito é outro… é não sermos históricamente capazes de sermos empreendedores consequentes. Normalmente gostamos do comercio, do trading… do lucro rápido, do saque ao ouro no brasil, aos diamantes em angola, ás sedas e especiarias do oriente… mas acabou-se a ‘teta’ e nada construimos… voltamos sempre pobres.

    Mas por cá os grandes volumes de dinheiros que entrava das colonias foram sistematicamente gastos em luxuria. Se reparares bem, hoje com os fundos da comunidade que tem entrado nos ultimos 15 anos… o tecido económico não sofreu qualquer melhoria.

    Somos corajosos mas inconsequentes.

  17. catarina Says:

    Ricardo, creio que se perguntasses a povos inteiros se não se importavam de emigrar, iam todos em bloco. Sem qualquer desprimor para o lado mais empreendedor na ida dos portugueses, também é porque podem…
    (quanto às cascas de nozes com que fizeram os descobrimentos, isso foi há 500 anos e não me parece genético)

    Não estou a deitar abaixo os portugueses, mas isso dos feitos heróicos de anos e anos atrás para explicar/desculpar/engrandecermo-nos, comigo não cola. O povo português, na sua grande maioria, não tem nem empreendedorismo para escrever uma cartinha à Junta de Freguesia a queixar-se do cocó do cão na rua, quando mais para o resto.

  18. Ricardo Says:

    Catarina, sou de uma região de portugal (Braga) de muito forte emigração… havendo desemprego aquela gente emigra.

    Normalmente os paises mais pobres são os fornecedores de emigrantes… africa, america sul são exemplos claros disso. Existem poucos emigrantes da classe trabalhadora europeia dada á emigração… Os italianos e os espanhóis em tempos também o foram… agora não o são como nós crescentemente o somos.

    Portugal está novamente em crise e novamente, como pessoas do mundo, tentamos a nossa sorte no estrangeiro (eua, canada, argentina, brasil, angola, suica, franca) tudo paises ricos ou com grande prespectivas de crescimento.

    Talvez tenhas razao quando dizes que qualquer povo seria capaz de emigrar… mas não o fazem porque não tiveram suficientes motivos para tal… no pós guerra assistiu-se muito a isso(emigração)… mas os estados europeus pós guerra rápidamente se aperceberam disso… e com massivos investimentos americanos e europeus, os re-atrairam novamente. Mas nós que não tivemos guerra e consequentemente necessidade de mão-de-obra para a reconstrução, por lá ficamos…

    Um papa importante da história dizia que o povo portugues era indisciplinado e impaciente, para se poder contar com ele para determinadas conquistas… parece-me que neste particular aspecto não mudamos… mas também “rei fraco faz fraca a gente forte” não é?

  19. catarina Says:

    De acordo, mas expliquei-me mal quanto ao facto de qualquer povo ser capaz de emigrar, se precisasse para a sua sobrevivência: não é não terem motivos para tal, é que os outros países não estão exactamente de portas abertas para os receber.

  20. kianda Says:

    Apanhei um bocadinho de toda a gente, acho que só está fora do seu País aquele que tem melhor condições fora dele, eu não emigro se estou melhor no meu País, afinal é a minha casa …
    o quanto é “melhores condições” aí concordo com a migas, é o que te faz feliz. Tens mais dinheiro mas não tens liberdade, ou não tens amor, ou não tens família ou tudo junto, então não serás feliz com menos?! Ou com muito menos?!
    Como diz o Ricardo, são as nossas prioridades e isso varia, felizmente, de pessoa p pessoa, aqui tou c a Cat, a mim tb não são os tostões q me fazem correr ou sorrir, até pq há momentos em que aprendes a relativizar as coisas materiais, quando de repente todo o dinheiro do mundo não consegue salvar aquela pessoa.
    Mas normalmente ao ser humano não é fácil parar, já ganhei muito, já tenho a casa, o carro, belo pé de meia … mas … ainda posso ganhar muito mais !!! Ainda falta o barco, mesmo que perto de mim não haja mar, e vendo bem eu até nem sei nadar …

  21. pp Says:

    vou so’ colocar um q.b. (e cada um tera’ o seu).

  22. miguel Says:

    Obrigado pelas respostas :) Claro que a pergunta em si não se refere apenas a dinheiro, embora seja uma vertente preponderante na tomada de decisões. As pessoas não emigram apenas por dinheiro ou em busca de melhores condições, embora seja talvez essa a principal razão pela qual as pessoas emigram e, de certeza, o que é mais difundido pela comunicação social. De igual modo, não tenho grandes dúvidas que a imigração mais recente, em Angola, se deve essencialmente a factores económicos sendo de considerar igualmente a saturação que muitas pessoas sentem actualmente no país onde residem.

    Mas não deixa de ser interessante observar porque é que as pessoas correm. Porque sim? Porque têm objectivos? Que objectivos? Porque querem deixar algo à descendência? Porque estão empenhadas em construir um bom futuro colectivo? Porque querem participar no esforço de reconstrução nacional (tive montes de respostas destas ao entrevistar candidatos a empregos)? Porque faz parte da nossa passagem pela vida? Porque procuramos a realização pessoal? Etc, etc, etc… ou seja, no fundo, são perguntas com uma multiplicidade de respostas tão infinita que não terão resposta (fácil, pelo menos).

    E quando olhamos para trás?

  23. migas Says:

    O dinheiro não é sem dúvida a minha principal motivação… A minha foi o meu amor. :o) Depois, já que aqui estou, também aproveito para trabalhar na minha área, ganhar dinheiro e experiência profissional. Angola não é, de todo, país para donas de casa. No meu caso, e porque ainda sou garota, a experiência tem muita importância. E juro que não é blá blá. Seria blá blá se dissesse que é pela missão da reconstrução nacional… Parece-me um pouco exagerado. A esses candidatos, talvez se oferecesses o que eu vim ganhar quando vim para cá, eram bem capaz de te dar um abraço e um queijo e um até mailogo que se faz tarde. Confesso que num país com tantas dificuldades, não é fácil se não sentirmos que o esforço é recompensado. Não te levantas às 4.30h da manhã, como eu me levantei durante um ano (e como muita gente se levanta) a troco, unicamente, de satisfação pessoal por andar a construir estradas. Não digo que não conte. Mas, não me parece ser o principal motivo. Para isso, há outros países que não Angola, né? Com outro tipo de necessidades… Conclusão, haverá sem dúvida pessoas que emigram unicamente por razões económicas (ou porque ficaram desempregadas, ou porque têm objectivos pessoais a cumprir). Oh pá, ainda ontem fiquei com o coração apertado quando ouvi um colega a dizer à filha em PT “um dia havemos de estar todos juntos”. :o( Mas depois, haverá também os mais jovens, que vêm também um pouco pela satisfação profissional de poder trabalhar em projectos interessantes, ter uma experiência fora do país… No final, se olharmos para trás, ou pior… se a nossa família olhar para trás e nós não estivermos mais cá, aí sim… Não valeu de nada. :o( Infelizmente, este ano vi partir uma pessoa próxima, para PT, num caixote, como disse um amigo. Nesse caso, olhamos para trás e pensamos que, de nada valem os sacrifícios. :o(
    Mas não podemos viver a pensar nisso. Há que arriscar, né?

  24. migas Says:

    Eh pá, às vezes quando falo sério, falo muito… eh eh eh ;-)

  25. miguel Says:

    Estou a ver migas. Mas gostei muito do início do teu comentário :)

  26. kianda Says:

    E eu adoro uma bela história de amor :-)

  27. migas Says:

    :o) Eu também, kianda!

  28. unforgettable experiences « osfieisaochefe - lifegoesonaguardandooregressodochefe Says:

    […] aqui, nestes momentos que muitas vezes nos perguntamos: quanto? (post do Chefe) […]

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