E por cá?

Assunto incontornável este e perfeitamente na agenda do dia. Até porque muito pouco se tem falado sobre o assunto. Estará Angola a salvo da crise? A dissertar nos próximos tempos (quando tiver tempo) no vosso blogue preferido (ehehheheheheh), no sítio do costume. Entretanto, podeis deixar aqui os vossos preciosos contributos :p

14 Respostas to “E por cá?”

  1. engricky Says:

    “…no sítio do costume” não era no Pingo Amargo? ;)

  2. Ricardo Says:

    sendo o petroleo um bem escasso… e as economias ainda dependentes dele, a tendência (descontando este periodo de turbulencia), é o preço daquela materia prima subir sempre.

    julga-se que o petroleo vai testar a casa dos 55$ o barril… cenário optimista se a crise ainda não tiver fim á vista (hoje quotou a 60$). A ser assim, e tendo OGE angolano sido elaborado prudentemente a 65$, as receitas para angola serão 10$/barril menores do que o previsto.

    Isso significa um decréscimo anual de cerca de 250M dolares. Talvez tenham que repensar a promessa de construção de um milhão de casas em quatro anos… e passar para uns seis anos.

    Mas não me parece suficiente para Angola entrar em crise.

  3. catarina Says:

    No meu blog?!

  4. miguel Says:

    ahahah catarina!

    engricky, ai era esse o slogan?

    Ricardo, o OGE2008 foi elaborado num cenário base de $55/barril. Por isso, por enquanto, está tudo bem… A escassez é uma teoria já posta em causa pelos russos. E, quanto a mim, a forte escalada que vivemos nos últimos anos e, em particular, durante 2008 poderá ter ditado o fim do petróleo como [principal] fonte de energia.

    De qualquer maneira, as projecções norte-americanas até 2030 apontam para a seguinte variação do preço do crude para o intervalo 2006-2030 (dólar constante de 2006):

    Imported Low-Sulfur Light Crude Oil +6,67%
    Imported Crude Oil -0,66%

  5. maria Says:

    Chefe, não vou fazer publicidade mas o meu Oil é Fula :D

  6. pp Says:

    para nao repetir, concordo com o ricardo apesar do Chefe discordar :p

  7. Gonçalo Afonso Dias Says:

    Quando a “crise” chegar a Angola aqui na Europa já não está ninguém para contar…
    A brincar, mas isso aqui está feio…
    Parabéns pelo blog! Um espaço divertido com conteúdo, bom gosto e ritmo! abraço.

  8. Miguel Says:

    Pois está feio, está Gonçalo. É a informação que me chega de quem aí está e de quem daí vem. Obrigado pela visita e pelo comentário ;)

  9. emiele Says:

    Sempre andava a pensar nisso.
    Cada um olha para onde lhe dói mais, mas numa terra como essa a coisa ainda deve ser mais complicada!
    (essa do blog era mesmo direita a mim, não? gosto imenso quando explicas lá as coisas, e só ainda não passei os teus «comentários» a post por algum pudor!)

  10. Ricardo Says:

    “Entretanto, o ministro das Finanças mostrou-se optimista quanto à execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2009, pois, segundo afirmou, foi elaborado tendo como base o preço médio do barril de petróleo fixado em USD 65, dando uma margem de protecção à sua viabilidade.” Angola Press

    Miguel, eu tambem pensava que o OGE angolano tinha sido elaborado com base nos 55$, mas não, foi 65$.

  11. engricky Says:

    Era esse o slogan mesmo.
    Em relação à crise, acho que dificilmente Angola se verá directamente afectada por ela. Haverá, concerteza, impactos a alguns níveis, mas até esses não serão, na minha opinião, factor desestabilizador da economia angolana. Mesmo considerando o derrapanço do petróleo, parece-me q da forma como outros sectores estão encaminhados a coisa manter-se-á estável. Isto, claro, se o cenário não igualar os 5 anos d depressão do referido Pânico d 1837.

  12. miguel Says:

    emiele :)

    Ok Ricardo, estávamos a falar de orçamentos diferentes, tu de 2009 e eu de 2008 :p

    engricky, no Golfo Pérsico a situação já começou a “abanar”: Kuwait, Bahrain e Dubai são já os primeiros. O grande problema em Angola é a forte dependência [fiscal] das receitas provenientes do crude. A manutenção dos preços em torno ou abaixo do valor orçamentado reduzirá substancialmente a folga orçamental, como é evidente. E o resto? A ver vamos.

  13. Ricardo Says:

    pois é tens razão; a minha cabeça… agora é… mais de metade africana; estou a perder a batalha; a minha metade europeia está a desaparecerrrr… é o ca… :)

  14. miguel Says:

    Eu sei como é Ricardo. Também já ando a ficar muito disléxico! ahahahahhaha!

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