Archive for Fevereiro, 2019

21 Fevereiro 2019

Foi como se me tivesses pegado, atirado ao ar, uma e outra vez, agarrado, atirado contra a parede, entrelaçado em mim, trincado suavemente os lábios antes do primeiro beijo, seguido de muitos mais, mãos nos meus cabelos em movimentos suaves mas decididos, o teu olhar intenso a arder de desejo. E foi assim. E voámos. Sem destino, sem tempo, sem rota anunciada, só os dois felizes e apreciando cada segundo de nós. Estava incrédulo porque no paraíso. Tudo era luz. Tudo era tão bom. Tudo era perfeito. Onde é que há espaço para o contrário quando se está invadido por tanta felicidade?

A pior parte dos sonhos é acordar, sobretudo quando são extraordinários. Mas foi assim. Confesso que viveria este sonho em modo replay até se esgotar a bateria. O wishful thinking serve apenas como amparo de alma nestes casos, até porque raramente os sonhos se repetem…

in ad infinitum

Destino

21 Fevereiro 2019

SD ou Sem Destino. Quão profético. Embora, por norma, o pensasse com mais um elemento deliberadamente omisso: [anunciado].

in Say whaaaaaat?

Tendêquê?

21 Fevereiro 2019

Aprecio o apuradíssimo sentido estético que me rodeia, confesso. Sou um adorador da beleza pura, natural e não resultante de qualquer bisturi mais apurado. E do que faz sentido e é harmonioso. Pese embora, também é verdade, o meu gosto não ser consensual junto de quem me conhece.

E também acho interessantes as novas tendências, do que se vai fazendo, do que apela ao bom gosto dos sentidos. Ontem, numa das minhas saídas, acabei por tomar café fora depois do almoço. Enquanto esperava a minha vez, fui observando as pessoas nas imediações. E eis que, de repente, algo de gritante se apoderou da minha atenção. As mãos de uma mulher que conversava animadamente com as suas amigas, enquanto esperava a sua vez. Olhei e voltei a olhar. Muitas vezes. Irresistível. As unhas (falsas) dela eram um verdadeiro bálsamo para os sentidos e um exemplo clássico de bom gosto. Todas diferentes, em cor e desenho, e com um sentido estético fenomenal. Ora brancas, ora rosa, ora pretas, ora cinzentas, com riscos e quadrados de cores diversas lá no meio e a parte branca característica da manicure francesa, às cores: branca, preta, azul, cinzenta, etc.

Não sei o que passará pela cabeça das pessoas. Mas também, no caso em apreço, qualquer que fosse o estilo escolhido ficaria sempre mal. Mas esta indústria tem conseguido vender muito bem uma colecção de horrores que entram pelos nossos olhos dentro, no dia a dia. O mundo seria muito melhor se o vermelho, de tons variados até ao muito escuro, continuasse a ser a tendência…

in A sério?

Sim…

21 Fevereiro 2019

Sei-te, como a mim.

O determinismo do tem que ser nem sempre deveria prevalecer sobre o livre-arbítrio. Quanto mais não seja por colocar de lado, de forma algo inexorável, esse mundo extraordinário que são as emoções, os afectos, em suma, o sentir.

in divagações de coffee break a 35.000 pés

Hoje sinto-me assim

20 Fevereiro 2019

[]

in Estados de alma

A felicidade de S.

19 Fevereiro 2019

S. era a mais simpática na recepção. De longe. Aparentemente genuína e aquela a quem eu achava mais piada. Quando por ali passava, e ela estava de serviço, raramente passávamos do cumprimento ocasional exceptuando uma única vez. Sem qualquer aviso, após o corriqueiro “boa tarde” irrompeu num pranto desmedido. E desabafou. Mais e mais. Muito mais do que eu quereria [saber]. Serenou depois de falar uns bons vinte minutos. Pediu-me desculpa à saída sem que houvesse qualquer necessidade para tal. Nunca me interessou a vida alheia, por feitio. Mas jamais recusei emprestar um ombro a quem conhecesse minimamente (e mesmo desconhecidos, confesso, desde que para tal tivesse tempo).

Hoje, ao passar por lá, cumprimentei-a, como sempre, e perguntei-lhe como estava. Ao que me respondeu:

– Lá em casa?

– … (nem me deixou responder que não)

– Está tudo bem. Agora. O meu marido pergunta-me sempre “queres ter razão ou ser feliz?” e realmente acho que tem razão. – e sorriu de seguida.  Não sei se o olhar perscrutador procurava, em vão, qualquer sinal de aquiescência ou não.

Despedi-me, arrepiado. Cada qual é feliz à sua maneira.

You were sayin’…?

17 Fevereiro 2019

hor

E porque o erotismo é parte fundamental da vida, a reler um livro de 2004 que foi considerado o livro mais perverso e divertido do ano.

 

Diamond

17 Fevereiro 2019

Pussy Galore: My name is Pussy Galore.
James Bond: I must be dreaming.

E de repente…

13 Fevereiro 2019

…o assombro do (des)conhecido.

E se me tivessem dito, há umas semanas atrás, que em 2019 viveria um evento singular, eu jamais acreditaria. Quanto mais não seja porque as probabilidades de se viver tal [evento] são extremamente baixas, para não dizer residuais. E ele aí está. De forma simples, inesperada, tranquila, como se de uma simples brisa suave de verão se tratasse. Assim. Porque sim. Como tudo o que é muito bom na vida e a torna algo de verdadeiramente fenomenal. Estou a adorar esta viagem.

(E)going

11 Fevereiro 2019

Bond: So you want me to be half-monk, half-hitman.
M: Any thug can kill. I need you to take your ego out of the equation.

10

9 Fevereiro 2019

Regressado.

A fazer nova roupagem, afinal 10 anos são muitos dias…