Foi como se me tivesses pegado, atirado ao ar, uma e outra vez, agarrado, atirado contra a parede, entrelaçado em mim, trincado suavemente os lábios antes do primeiro beijo, seguido de muitos mais, mãos nos meus cabelos em movimentos suaves mas decididos, o teu olhar intenso a arder de desejo. E foi assim. E voámos. Sem destino, sem tempo, sem rota anunciada, só os dois felizes e apreciando cada segundo de nós. Estava incrédulo porque no paraíso. Tudo era luz. Tudo era tão bom. Tudo era perfeito. Onde é que há espaço para o contrário quando se está invadido por tanta felicidade?

A pior parte dos sonhos é acordar, sobretudo quando são extraordinários. Mas foi assim. Confesso que viveria este sonho em modo replay até se esgotar a bateria. O wishful thinking serve apenas como amparo de alma nestes casos, até porque raramente os sonhos se repetem…

in ad infinitum