Archive for Maio, 2019

Europeias 2019

13 Maio 2019

Enquanto tomo o café, depois do jantar, decidi-me pela RTP3 e assisto, estoicamente, ao debate entre os candidatos dos partidos pequenos. Duas ausências: Marinho Pinto e André Ventura. Não gosto de nenhum. Mas é interessante perceber que, para o segundo, o futebol é mais importante.

Debate morto. Interessantes apenas o Sande (Aliança), o Tavares (Livre), o Arroja (Iniciativa Liberal) e o Júdice (PCTP/MRPP). Interessantes, ie, profissionais e, por isso, com um discurso estruturado, pensado, reflectido e sem tropeções. Visões bem diferentes de tudo.

Os outros, são o reflexo da desgraça que grassa por esse país fora. O PAN é aquela cena “ah os animais, coiso e tal”. Entendi. O do MAS, para além de ter o (eterno) Gil Garcia no 4º lugar, é feito de chavões e mais chavões e um rabo de cavalo à Iglésias. “Podemos”? Espero que não. Ainda não percebi o que é que o PURP defende (“eu sou mais velho?!”). O PNR é Portugal über alles (ouvi o tempo de antena deles na Comercial a caminho de casa e quase parava para vomitar). O Morais é uma seca. E quase que me esquecia do PTP (o do Coelho, da Madeira)…

Venham os grandes…

in Ground control to Major Tom…

 

Insanidade

3 Maio 2019

A classe política demonstrou ontem, mais uma vez, a sua verdadeira natureza. O poder a todo o custo, nem que isso represente a estabilidade do país.

in Aqui vamos nós (outra vez)

Gravidade

2 Maio 2019

Newton estava errado. Maduro não cai. Não fosse tudo brutalmente trágico, até seria divertido, de vez em quando, num processo masoquista, ver aquela figura medonha discursar, arrastando os “érres”, em modo brainwash em que invoca tudo e mais alguma coisa, desde Marx, a Bolívar, passando por Chavez e até Jesus Cristo…

Vazio. No fundo, é o profundo vazio, a ausência de ideias, de tudo, da incapacidade de elaborar um pensamento estruturado (e que faça sentido) em prol do bem colectivo. E é, cada vez mais, uma realidade que se espalha por esse mundo fora. Assustador.

 

Passional?

1 Maio 2019

Nunca perceberei o mindset por detrás de um crime designado por “passional”. Ultrapassa-me. Ultrapassa-me o sentimento de posse de alguém por outrém. Alguém que entenda que o outro, normalmente do sexo feminino, seja sua propriedade pessoal e exclusiva, sobre a qual pode pôr e dispôr a seu bel-prazer. Condicionar, manietar, manipular, infligir, agredir, violentar e, enfim, ferir ou matar. Nunca perceberei. Por isso perguntar-me-ei sempre: passional?

O defeito de fabrico e de construção de certas personalidades constituem, na realidade, um falhanço colectivo. Nós, enquanto sociedade, não percebemos e não evoluímos no sentido de anular e corrigir certas anomalias do “eu” alheio de modo a proteger um de nós.

Muito haveria a dizer mas é um assunto extremamente triste e de difícil compreensão.

In Quando é que vai parar?